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Ruben Amorim critica Milan: 'faltou o básico' contra Juventus

Ruben Amorim não escondeu a frustração após o empate do Milan com a Juventus, no Allianz Stadium. Invicto na temporada, o time alternou euforia na estreia contra o Torino, preocupação nas oscilações diante do Venezia e decepção no jogo morno contra a Velha Senhora. Em coletiva, o técnico português apontou as falhas: "A Juve não merecia perder. Não jogamos bem esta noite, perdemos muitas bolas, sofremos. Também precisamos lembrar que estamos jogando juntos há apenas dois meses. Temos qualidade individual, mas faltou o básico."

Os números explicam o incômodo. Com exceção do gol, o Milan não criou perigo no último terço e finalizou apenas três vezes. A Juventus, de Luciano Spalletti, arriscou 14 chutes. A posse de bola até foi equilibrada, mas os erros na construção foram recorrentes. Com a vantagem parcial, o time recuou e apostou numa marcação em bloco baixo. O castigo veio nos acréscimos: Federico Gatti empatou para os donos da casa.

Amorim exigiu "excelência" nos fundamentos, como controle de bola e qualidade nos passes. Mesmo assim, garantiu que não vai mudar a filosofia de jogo: "Assumimos riscos constantemente e isso é algo que precisamos melhorar: como jogamos com a bola, como defendemos com a bola, como somos mais agressivos. Se quisermos ter controle, precisamos ser corajosos. Ir e recuperar essas bolas. Não quero ser muito negativo com os jogadores, mas obviamente espero mais e eles também querem mais."

Quem balançou as redes a favor dos Rossoneri foi Alphadjo Cissè, de 19 anos. O meia-atacante, ex-Hellas Verona e Catanzaro, já havia marcado no amistoso contra o Manchester United (4 a 2) e na abertura da temporada 2026/27. Com a venda de Rafael Leão ao Galatasaray, Cissè virou peça importante. Amorim disse estar "feliz" com o camisa 70 e reconheceu que "é preciso prestar atenção na base", sem colocar pressão sobre as joias.

O que falta para o Milan evoluir? Reduzir os erros na saída de bola e manter a intensidade mesmo com vantagem no placar. Aos dois meses de trabalho, Amorim cobra consistência individual. O contrato fala mais alto que a declaração: o modelo fica, a execução é que precisa melhorar.

Gustavo Pereira Lacerda
Editor de Mercado da Bola
Catarinense, editor especializado em transferências e bastidores do mercado do futebol com fonte e ceticismo.
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