Laporta quer final da Copa 2030 no Camp Nou
Joan Laporta, presidente do Barcelona, entrou na disputa pela sede da final da Copa do Mundo de 2030. Em entrevista à rádio Cadena SER, ele defendeu que a decisão seja disputada no Camp Nou, estádio do clube catalão, que passou por uma grande reforma recente e tem capacidade para 105 mil torcedores.
A Copa de 2030 terá múltiplas sedes, e a definição de onde será a final virou tema de disputa. O Marrocos tenta levar a decisão para Casablanca, onde está sendo construído um estádio moderno com capacidade para 115 mil pessoas. A Espanha busca garantir a final no tradicional Santiago Bernabéu, em Madri. Laporta apresenta uma terceira via.
"Casablanca e Madri é a mesma coisa, hein? Vou dizer que não deveria ser nem Casablanca nem Madri, deveria ser no Camp Nou", afirmou o presidente do Barcelona à Cadena SER.
O argumento de Laporta é objetivo: capacidade. Ele cita os 105 mil lugares do Camp Nou como trunfo para receber uma decisão de Copa do Mundo pela primeira vez. O estádio passou por reforma recente justamente para ampliar e modernizar a estrutura.
O que está confirmado até aqui é a declaração de Laporta e o cenário da disputa. O que não está: qualquer definição sobre a sede da final. A escolha envolve as entidades organizadoras do Mundial de 2030 e os países-sede, não apenas a vontade de um dirigente de clube. Pressão pública é uma peça do jogo, não o resultado dele.
A disputa tem lógica financeira e política. Casablanca aposta em um estádio novo, de 115 mil lugares, como vitrine do projeto marroquino. Madri aposta no peso histórico do Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid. O Camp Nou entra com a capacidade de 105 mil e a reforma recente como argumentos técnicos.
Para o torcedor, o desfecho interessa diretamente: define onde será a partida mais cara e mais concorrida do Mundial, com impacto em ingressos, deslocamento e hospedagem. Nenhuma dessas variáveis está definida, e a fala de Laporta não altera o calendário oficial.
O que falta para o Camp Nou virar sede da final: uma decisão das instâncias responsáveis pela organização da Copa de 2030. Até lá, a declaração de Laporta é pressão pública, não acordo. Boato não é notícia, é torcida com pressa; contrato fala mais alto que declaração.