# Bola de Ouro: por que o PSG mudou de estratégia

> O PSG mudou sua estratégia de campanha para a Bola de Ouro 2025 ao dividir apoio entre vários indicados, em vez de endossar um único nome. Segundo o L'Équipe, o clube francês passou a promover Kvicha Kvaratskhelia, Fabián Ruiz e Ousmane Dembélé, após a concentração de esforços em um só jogador ter irritado Achraf Hakimi na edição anterior.

*Esporte Notícia · Futebol · 15 de setembro de 2026 · Gustavo Pereira Lacerda*

Com dez indicados à Bola de Ouro, o PSG abandonou o endosso a um único nome e passou a dividir apoio entre Kvaratskhelia, Fabián Ruiz e Dembélé. A mudança, revelada pelo L'Équipe, teria irritado Hakimi na edição anterior.

A Bola de Ouro mexe com bastidor de clube europeu todo ano. Desta vez, o PSG escolheu ficar de fora da campanha. Com dez jogadores indicados ao prêmio da revista France Football, o clube parisiense decidiu não tomar partido, segundo o L'Équipe. A postura marca uma virada em relação ao ano passado.

O PSG mudou de estratégia porque tem dez indicados e preferiu não endossar um único nome. Em 2025, o clube apoiou abertamente Ousmane Dembélé, que acabou eleito vencedor, mesmo com outros representantes na disputa. Agora, a ordem é dar igual importância a Khvicha Kvaratskhelia, Fabián Ruiz e Dembélé, os três com mais chance real de troféu na avaliação interna.

O ponto sensível está no efeito colateral da edição anterior. A forma como o PSG conduziu a corrida em 2025 teria ressentido Achraf Hakimi, conforme o jornal. Naquele ano, o lateral-direito era um dos nove jogadores do então campeão europeu na lista de finalistas. Além dele e de Dembélé, Gianluigi Donnarumma (à época no time), Désiré Doué, Kvaratskhelia, Nuno Mendes, João Neves, Fabián Ruiz e Vitinha apareciam entre os indicados. O clube teria escolhido fazer campanha pelo camisa 10.

Hakimi voltou à disputa nesta edição. Com quase um time inteiro entre os postulantes, o PSG preferiu não repetir o roteiro. Os outros representantes parisienses são Marquinhos, Nuno Mendes, João Neves, Willian Pacho, Vitinha e o reforço Ferran Torres. Boato não é notícia, é torcida com pressa, e o clube parece ter aprendido que dividir votos é risco real, não detalhe.

O caminho da união vai na contramão do que fazem Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. Os adversários preferem concentrar apoio em um candidato só, mesmo com mais atletas na lista. Os Merengues reforçam Kylian Mbappé, mas ainda têm Jude Bellingham, Marc Cucurella e Vinicius Junior na disputa. O rival Barça endossa Lamine Yamal, que representa o time ao lado de Pau Cubarsí e Rodri. Os Bávaros deram mais suporte a Harry Kane, com Luis Díaz, Michael Olise e Dayot Upamecano também entre os 30 finalistas.

Os critérios da Bola de Ouro pesam desempenho individual, performances com a equipe (como conquista de títulos) e fair play. O júri reúne jornalistas especializados ao redor do mundo, e a leitura de cada jurado muda conforme a visão do profissional. Por isso, não dá para cravar qual estratégia funciona melhor. O que falta para o negócio do PSG se concretizar é simples: os votos decidirem, e não a campanha.

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Fonte (canonical): https://www.esportenoticia.com.br/futebol/levou-psg-mudar-estrategia-relacao-bola-ouro/
