Catanduvense leva 59 gols em 10 jogos; dirigente critica presidente 'sociopata'
O Grêmio Catanduvense teve a pior campanha da Segunda Divisão do Paulista 2026: 10 derrotas, 3 gols marcados e 59 sofridos. Ex-executivo Marcelo Silva denuncia presidente Sérgio Gomes como 'sociopata' e relata jogadores dormindo na sala, contratos irregulares e falta de estrutura
Longe da elite de SP, Catanduvense leva 59 gols em 10 jogos; dirigente critica presidente 'sociopata'
O Grêmio Catanduvense teve a pior campanha da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2026: 10 jogos, 10 derrotas, 3 gols marcados e 59 sofridos, incluindo uma goleada de 17 a 0 para o Independente de Limeira, a maior da história do futebol paulista profissional masculino. Para entender como um clube que já frequentou a elite paulista chegou a esse ponto, a Gazeta Esportiva conversou com Marcelo Silva, ex-atleta do Santos e ex-executivo de futebol do Catanduvense.
A promessa que virou pesadelo
Marcelo Silva chegou ao Catanduvense em janeiro de 2026, contratado pelo presidente Sérgio Gomes. A ideia era montar um elenco competitivo para a volta do clube ao profissional após cinco anos de inatividade. O executivo trabalhou em São Paulo entre fevereiro e março, realizou peneiras, selecionou sete jogadores e articulou empréstimos de atletas jovens de Santos, São Caetano e Juventus. As propostas, porém, nunca avançavam.
Dívida, prisão e jogadores dormindo na sala
Às vésperas da estreia, Marcelo foi a Catanduva pela primeira vez e encontrou um cenário caótico. O presidente havia sido preso por agressão doméstica no fim de semana anterior. No alojamento que comportava 16 atletas, havia 27, mais de dez dormiam na sala. Pior: o executivo descobriu que o presidente havia pegado dinheiro de jogadores, entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, com a promessa de vaga no elenco. Com apenas dois atletas regularizados e as inscrições se encerrando, Marcelo pagou do próprio bolso as taxas dos primeiros 11 jogadores.
Goleada histórica e bastidores de desorganização
O time estreou contra a Santacruzense com 11 atletas, cinco da base, sem substituições. A delegação viajou de van às 4h30 e, após o jogo, esperou 40 minutos por marmitex que nunca chegaram. Marcelo levou o grupo a um restaurante, pagou mais de R$ 500 e recebeu apenas R$ 100 de volta do presidente. No último jogo, a goleada de 17 a 0 para o Independente de Limeira, o time entrou com dois jogadores a menos do que o permitido.
Dirigente critica presidente 'sociopata'
Em 14 de abril, quatro dias após o presidente deixar a prisão, o clube publicou comunicado informando que Marcelo não fazia mais parte da diretoria. O ex-executivo afirma que o contrato segue vigente há três meses sem receber salários e que levou 12 jogadores à delegacia para registrar boletim de ocorrência. "Ele é um sociopata, um cara que se faz de vítima em toda situação", disse Marcelo. O presidente Sérgio Gomes não se manifestou sobre as acusações.
Perguntas Frequentes
Qual foi o placar da maior goleada do futebol paulista?
O Independente de Limeira venceu o Grêmio Catanduvense por 17 a 0, a maior goleada da história do futebol paulista profissional masculino.
Quantos gols o Catanduvense sofreu na Segunda Divisão 2026?
Foram 59 gols sofridos em 10 jogos, com média de 5,9 gols por partida.
Quem é Marcelo Silva?
Ex-atleta do Santos e ex-executivo de futebol do Grêmio Catanduvense, contratado em janeiro de 2026 para montar o elenco.
O presidente Sérgio Gomes respondeu às acusações?
Não. A Gazeta Esportiva tentou contato, mas não obteve resposta. Nas redes sociais, Gomes lamentou o desempenho e criticou o executivo.
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