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Mac Allister e Szoboszlai: boa notícia e problema no Liverpool

A vitória do Liverpool por 2 a 1 sobre o Atlético de Madrid, pela Champions League, entregou a Andoni Iraola uma boa notícia e um problema no mesmo movimento. Alexis Mac Allister e Dominik Szoboszlai marcaram os gols e funcionaram bem lado a lado no meio-campo. Ryan Gravenberch, por outro lado, ficou no banco pela terceira partida consecutiva.

Por que a dupla Mac Allister e Szoboszlai virou a escolha

A situação chama atenção porque o neerlandês parecia destinado a ser uma das peças importantes do novo Liverpool. Sem a chegada de outro meio-campista na última janela, a expectativa era de que Gravenberch formasse a dupla com Szoboszlai. As primeiras escolhas de Iraola apontam para outro caminho.

Os problemas defensivos da temporada passada ajudam a explicar a mudança. O Liverpool sofreu quando Gravenberch e Mac Allister atuaram juntos, especialmente quando os adversários conseguiam escapar da primeira pressão. Como jogador mais recuado, o neerlandês também apresentou dificuldades para proteger espaços e acompanhar as infiltrações.

Esses problemas voltaram a aparecer diante do Newcastle, na primeira rodada da Premier League. O Liverpool de Iraola já mostrou vulnerabilidade justamente quando os adversários exploram os espaços após a primeira pressão. Gravenberch foi encontrado diversas vezes à frente da bola, deixando espaço atrás. O jogador de 24 anos tem força física e capacidade para conduzir, mas sua leitura defensiva ainda gera dúvidas.

O que Mac Allister entrega sem a bola

Mac Allister também não é um volante clássico. O argentino encontra dificuldades quando precisa cobrir grandes distâncias, mas compensa com melhor leitura de posicionamento. Neste início de temporada, tem recuado quando percebe Szoboszlai avançando, ajudando o Liverpool a manter a estrutura mais compacta.

Contra o Atlético, a parceria ganhou ainda mais argumentos. Mac Allister e Szoboszlai foram decisivos na vitória por 2 a 1 na estreia da Champions League. Os dois não apenas marcaram, mas também tiveram bom desempenho sem a bola. Para Gravenberch, isso significa que recuperar a titularidade agora depende de convencer Iraola de que pode oferecer mais equilíbrio do que a dupla escolhida nas últimas partidas.

Contrato longo, espaço curto

A perda de espaço ganha outra dimensão por causa da situação contratual do neerlandês. Em março, o Liverpool assinou com Gravenberch um novo vínculo de seis anos, uma aposta de longo prazo em um jogador que ainda não conseguiu manter regularidade durante toda a sua passagem por Anfield.

O cenário do restante do meio-campo também torna a decisão mais delicada. Szoboszlai tem contrato até 2031, enquanto Mac Allister ainda não recebeu uma nova proposta de renovação e já recusou a possibilidade de sair do Liverpool. Além disso, a joia Trey Nyoni surge como mais uma alternativa para ganhar minutos no setor.

Gravenberch ainda terá tempo para mudar a hierarquia, mas o início da temporada criou uma situação inesperada para Iraola: o Liverpool renovou por longo prazo com o neerlandês e, poucos meses depois, começa a encontrar seu melhor equilíbrio no meio-campo justamente com ele fora do time titular.

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
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