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Raphinha melhor brasileiro do Barcelona? Veja o debate

Raphinha deixou de ser apenas um dos principais jogadores do Barcelona. Na visão de Raúl Varela, apresentador do programa de rádio espanhol La Tribu, o atacante está próximo de entrar numa discussão maior: a de melhor brasileiro da história do clube catalão.

A afirmação é de rádio, não de vestiário. Varela sustenta que o impacto acumulado de Raphinha, artilheiro de LaLiga e autor de dois gols na estreia da Champions League, já permite colocá-lo na mesma conversa que Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Neymar e Dani Alves. Para o jornalista, faltam "quatro gols, mal contados, para abrir o debate".

O argumento não se apoia só em gols. Varela trata Raphinha como indispensável para Hansi Flick pela quantidade de funções que ele cobre em campo, inclusive a braçadeira de capitão. "É um verdadeiro coringa que faz de tudo em campo", disse, lembrando que o brasileiro não vende tantas camisas nem autografa tanto quanto outras estrelas.

O peso da lista de concorrentes

A comparação é difícil por definição. Dani Alves se tornou o jogador com mais títulos na carreira, com 43, até ser superado pelos 46 de Lionel Messi, e teve impacto gigantesco no clube. Ronaldo Fenômeno marcou época pelos gols e pela temporada 1996/97. Ronaldinho foi o símbolo da reconstrução do Barcelona no início dos anos 2000. Rivaldo teve papel determinante, e Neymar formou com Messi e Luis Suárez um dos ataques mais marcantes do futebol europeu recente.

Varela reconhece que vários desses nomes tinham qualidade técnica superior à de Raphinha, além de mais carisma e exposição. "Todos eles eram jogadores imponentes, de qualidades técnicas superiores às do atual atacante de Flick", analisou, citando ainda o perfil discreto do brasileiro, que convive com a sombra de Lamine Yamal.

O ponto central da defesa é a diferença entre reconhecimento externo e importância interna. Raphinha não chegou ao clube com status de estrela mundial, mas cresceu temporada após temporada e preservou espaço ao lado de uma das maiores estrelas da nova geração. "Este Barça voa porque quem bate as asas se chama Raphinha", resumiu Varela.

O que observar no próximo jogo: como Flick posiciona Raphinha quando o Barcelona precisa recompor a linha de pressão, o mecanismo de marcação acionado assim que o time perde a bola. É nesse momento, e não no placar, que o argumento de Varela se sustenta ou cai.

Rafael Quintana
Repórter de Futebol
Repórter de futebol paulista, cobre Série A com leitura tática e zero torcida disfarçada de análise.
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