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Mercado da bola: vencedores e perdedores da janela europeia

ResumoA janela de transferências europeia de 2024 consagrou Real Madrid e PSG como vencedores, com contratações de alto impacto. Monaco, Everton, Aston Villa e Newcastle registraram prejuízos financeiros e esportivos. A análise da Trivela aponta desequilíbrio entre clubes que reforçaram elencos e aqueles que perderam ativos sem reposição à altura.

O fim da janela de transferências na Europa trouxe emoção e reviravoltas. Real Madrid e PSG se destacam como vencedores, enquanto Monaco, Everton, Aston Villa e Newcastle amargam prejuízos. Confira a análise da Trivela.

Gustavo Pereira Lacerda
por Gustavo Pereira Lacerda · 02 de setembro de 2026
Mercado da bola: vencedores e perdedores da janela europeia

O fim da janela de transferências na Europa, nesta terça-feira (1), reuniu emoção e reviravoltas. As novelas envolvendo o Monaco, com os negócios ruindo nos instantes finais de Folarin Balogun ao Everton e Lamine Camara ao Chelsea, foram o ponto alto. Após mais de dois meses de movimentações, a Trivela lista sete clubes entre destaques positivos e negativos.

O Monaco, no fim, manteve dois titulares e pilares do time. Balogun e Camara provavelmente serão os dois maiores condutores entre os comandados por Filipe Luís na temporada. No entanto, o custo disso pode ser grande pela necessidade que tinham de vender pelo menos um deles. As contas da equipe do Principado estão delicadas e precisavam de 50 milhões de euros para ficar em acordo com o fair play financeiro do futebol francês. No passado, o Lyon foi punido com proibição de contratações e até rebaixamento por crise financeira, decisões posteriormente anuladas.

O Monaco sai no vermelho mesmo tendo perdido titulares como Maghnes Akliouche e Caio Henrique, além de Aladji Bamba e Kassou Ouattara. Chegaram apenas jovens para manter a roda girando. Será uma temporada de transição para Filipe Luís encontrar soluções com pouco.

O Everton também se deu mal. Queria um centroavante após a saída de Beto, com apenas Thierno Barry no elenco. Tentou Richarlison, não conseguiu. Buscou Balogun, sem acordo. Joshua Zirkzee foi negado pelo Manchester United. E, no fim, Balogun desistiu de atuar pelos Toffees. A posição de camisa 9 não é a única ausência: David Moyes só tem Vitaliy Mykolenko como lateral-esquerdo. A venda de Iliman Ndiaye por 70 milhões de euros tira o maior protagonista ofensivo, e o empréstimo de Jack Grealish não sana isso.

O Aston Villa perdeu mais da metade do time titular que conquistou a Liga Europa e a quarta colocação no Inglês. Emiliano Martínez, Ezri Konsa, Lucas Digne, Youri Tielemans, Morgan Rogers e Ollie Watkins saíram. Os substitutos são jovens e apostas, como Johan Manzambi e Ibrahim Mbaye, ou nomes em recuperação, como Nicolas Jackson, Leon Goretzka e Alejandro Garnacho. A exceção fica para João Gomes e Zion Suzuki. A derrota de goleada para o Brighton mostra o tamanho do desafio.

O Newcastle também perdeu pilares. O meio-campo ficou sem Bruno Guimarães e Sandro Tonali. O ataque perdeu Anthony Gordon. Kieran Trippier fará falta na liderança, assim como o técnico Eddie Howe, que se demitiu na pré-temporada. Foram 313 milhões de euros investidos em oito jogadores, mas cinco têm 21 anos ou menos. Sem torneios europeus em 2026/27, o time de Matthias Jaissle pode surpreender.

O Real Madrid fez um mercado certeiro. Chegaram Marc Cucurella, Denzel Dumfries, Ibrahima Konaté, Bernardo Silva, Yan Diomandé, que pode custar 145 milhões de euros, e Carlos Espí. A renovação de Vinícius Junior é praticamente um reforço. Com três vitórias e dez gols no início, José Mourinho ganhou uma Ferrari para dirigir.

O PSG fez a janela mais lucrativa da história: 334 milhões de euros com as vendas de Bradley Barcola, Gonçalo Ramos, Ibrahim Mbaye, Randal Kolo Muani, Lee Kang-in e Noham Kamara. E nenhum era titular. Ferran Torres, Mika Godts e Maghnes Akliouche chegam para fazer sombra a Ousmane Dembélé, Kvicha Kvaratskhelia e Désiré Doué. Lucas Digne é opção quando Nuno Mendes não estiver disponível.

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