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Por que Reijnders foi negociado pelo Manchester City?

Tijjani Reijnders deixou o Manchester City rumo ao Al-Qadsiah sem repetir no Etihad Stadium o futebol que o elegeu o melhor meio-campo da Serie A em 2024/25. A troca de comando técnico, de Pep Guardiola para Enzo Maresca, veio acompanhada de uma renovação de elenco que colocou o meia neerlandês na lista de negociáveis. Ele foi rebaixado ao banco de reservas ao longo da última temporada e, no fim, o destino foi a Arábia Saudita.

A resposta direta para a negociação está na exigência financeira do clube inglês. O Manchester City pediu um valor de transferência que ninguém na Europa podia ou queria pagar, como revelou Martin Reijnders, pai do jogador, ao jornal "Algemeen Dagblad". Clubes como Atlético de Madrid, Juventus, Galatasaray, Newcastle e Nottingham Forest demonstraram interesse, mas só o Al-Qadsiah alcançou os 52 milhões de libras (cerca de R$ 365,1 milhões) exigidos.

Reijnders havia sido comprado junto ao Milan em junho de 2025 por 46,5 milhões de libras (aproximadamente R$ 350 milhões à época). A princípio, ele recusou as primeiras investidas sauditas, ainda com esperança de se juntar aos Colchoneros. Porém, quando o Atlético de Madrid fechou com Morten Hjulmand, do Sporting, o meia passou a considerar o futebol saudita. "Eles querem se tornar o maior e melhor clube da Ásia", explicou Martin, citando a apresentação por vídeo chamada que convenceu a família.

O pacote financeiro pesou na decisão: contrato de cinco temporadas com salário anual de 20 milhões de euros (cerca de R$ 120,2 milhões), totalizando 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 601,3 milhões). Aos 28 anos, Reijnders disputou a Copa do Mundo na América do Norte e espera seguir na seleção neerlandesa, mesmo com a mudança para a Saudi Pro League. Nos últimos anos, Ronald Koeman evitava convocar jogadores que atuassem na liga saudita, mas a chegada de Xavi Hernández para o ciclo 2030 abre nova perspectiva.

A negociação mostra como o mercado europeu recuou diante do preço estipulado pelo Manchester City. O meia, que viveu grande fase no Milan, agora inicia uma nova etapa na Ásia, com a ambição declarada do Al-Qadsiah de se tornar potência continental. mercado da bola

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
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