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Raphinha como camisa 9 no Barcelona se justifica? Veja cenário

O Barcelona abriu a temporada sem um centroavante de origem e encontrou em Raphinha uma solução imediata. Na estreia do Campeonato Espanhol, na goleada por 5 a 0 sobre o Elche, o técnico Hansi Flick escalou o brasileiro como falso 9, função que pertencia a Robert Lewandowski e Ferran Torres, que deixaram o clube. O atacante correspondeu: marcou duas vezes.

O desempenho agradou. De acordo com o "Marca", a atuação somada à pré-temporada faz com que Flick esteja satisfeito com os nomes de momento. O cenário, porém, não elimina o problema que motivou a busca por um camisa 9: os 40 gols somados de Lewandowski e Torres na última temporada precisam ser repostos.

O plano inicial era outro. Julián Alvarez era a prioridade, mas o Atlético de Madrid recusou as propostas e, a uma semana do fechamento da janela, deve permanecer na capital espanhola. O preço do atacante, superior a 150 milhões de euros (R$ 900 milhões), inviabilizou o negócio. Joan Laporta, presidente do Barcelona, chegou a afirmar durante a Copa do Mundo que o argentino era prioridade, mas não é esperado que o clube insista. João Pedro e Luis Suárez, de Chelsea e Sporting, circularam nos bastidores, mas sem avanço.

A aposta em Raphinha, portanto, tem lógica imediata. Na última temporada, como ponta e, por vezes, meia-atacante, ele marcou 21 gols em 33 jogos, números que se assemelham aos que o Barcelona buscava em Alvarez. O desempenho como falso 9 diante do Elche reforça a tese. O risco, porém, é conhecido: em 2025/26, o brasileiro sofreu com lesões musculares e ficou 112 dias fora de combate, desfalcando o time em jogos decisivos da Champions League e da LaLiga.

A condição física de Raphinha deve ser tratada com atenção. Caso as lesões se repitam em 2026/27, o Barcelona não terá reposição imediata para a função de falso 9. Nas pontas, as contratações de Anthony Gordon e Karim Adeyemi compensam uma eventual ausência. No meio, Pedri, Gavi e Frenkie de Jong também sofrem com problemas físicos, o que levou o clube a buscar Rodri junto ao Manchester City.

O que falta para o cenário se consolidar é justamente a durabilidade. Raphinha chega como capitão e líder, mas o histórico recente cobra um preço. A solução de Flick funciona enquanto o brasileiro estiver em campo. mercado da bola futebol espanhol

Gustavo Pereira Lacerda
Editor de Mercado da Bola
Catarinense, editor especializado em transferências e bastidores do mercado do futebol com fonte e ceticismo.
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