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Ponte acumula recordes negativos e projeta 100 gols sofridos

A Ponte Preta sofreu 77 gols em 38 jogos na temporada de 2026, média de 2,02 por partida, e a projeção estatística aponta para 100 gols sofridos até o fim do ano. Na Série B, o desempenho defensivo é ainda mais frágil: 62 gols em 28 jogos, média de 2,21. A derrota por 6 a 0 para o Londrina, na terça-feira, foi a segunda goleada pelo mesmo placar na competição e ampliou a lista de recordes negativos do clube no ano.

Os números da Ponte Preta em 2026

  • 38 jogos na temporada: 77 gols sofridos (média de 2,02 por partida)
  • 28 jogos na Série B: 62 gols sofridos (média de 2,21 por partida)
  • Duas goleadas por 6 a 0 na Série B, sendo a mais recente contra o Londrina

O problema defensivo não é isolado. Os atrasos salariais de jogadores e funcionários, que se arrastam desde o ano passado, criam um ambiente de instabilidade que se reflete dentro de campo. A média de 2,02 gols sofridos por jogo em 2026 é o principal indicador de que a estrutura do clube não sustenta o desempenho competitivo na Série B.

O impacto no campeonato

A Ponte Preta ocupa posição desconfortável na Série B e vê a possibilidade de encerrar o ano com 100 gols sofridos. Para uma equipe que já sofreu duas goleadas por 6 a 0, o número não é apenas estatístico: ele expõe a fragilidade do sistema defensivo e a falta de resposta técnica diante de adversários diretos.

A média de 2,21 gols sofridos por jogo na Série B é superior à média geral da temporada, o que indica que o problema se agrava justamente na competição de maior peso no calendário. O Londrina, que aplicou a segunda goleada por 6 a 0, aproveitou as falhas defensivas da Macaca para construir o placar.

O que esperar

Com 28 jogos disputados na Série B e 62 gols sofridos, a Ponte Preta precisa reduzir a média para evitar o recorde negativo de 100 gols no ano. A equipe ainda tem jogos pela frente na competição, e cada partida representa uma chance de corrigir o sistema defensivo. A tendência, no entanto, é que a projeção se mantenha caso o padrão de desempenho não mude.

A situação salarial, que se arrasta desde o ano passado, segue como pano de fundo para o desempenho em campo. Enquanto isso, a Ponte Preta tenta evitar que 2026 termine com uma marca histórica negativa: 100 gols sofridos em uma única temporada.

Letícia Camargo
Repórter de Futebol Feminino
Gaúcha, cobre futebol feminino com profundidade e combate a cobertura rasa do esporte.
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