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Barcelona rejeitou Carlos Espi por R$ 25 milhões

O Barcelona avaliou Carlos Espí como um bom jogador, mas recusou avançar na contratação do atacante de 21 anos durante o mercado de transferências do meio do ano. O motivo central foi financeiro: o clube catalão não topou pagar 25 milhões de euros por um atleta sem espaço garantido entre os titulares.

Espí se destacou em LaLiga 2025/26 pelo Levante e foi oferecido ao Barça no verão europeu, segundo o jornalista espanhol Sique Rodríguez. A ideia era suprir a carência que a saída de Robert Lewandowski deixaria no ataque. Pouco depois, o centroavante acertou com o Real Madrid.

Segundo Rodríguez, em participação no programa "Què T'hi Jugues", da rádio Cadena SER, o Barcelona enxergava potencial no jogador, mas o perfil buscado era outro. A diretoria também não queria ultrapassar o teto considerado ideal para alguém que não teria minutos assegurados.

"O Barça o considera um bom jogador. Recusaram, entre outros motivos, porque não estavam dispostos a pagar 25 milhões de euros em um jogador que não seria titular nem jogaria muitos minutos, e porque o perfil que buscavam era diferente", afirmou o jornalista.

O clube catalão priorizou um centroavante bom e barato para compor elenco. A escolha foi garantir a permanência do egípcio Hamza Abdelkarim, de 18 anos, que custou cerca de 1,50 milhão de euros após ser negociado em definitivo pelo Al Ahly no começo de julho. Hansi Flick deu sinal verde para a transação.

Espí, revelado nas categorias de base do Levante, vinha em ascensão desde 2024/25. Na campanha passada, ajudou o clube de Valência com 13 gols em 27 jogos. No fim de julho, assinou com o Real Madrid e se encaixou no plantel de José Mourinho.

Com estilo parecido com o de Joselu, jogador de área e de boa presença física, Espí corresponde quando acionado. Marcou nas vitórias do clube da capital sobre Espanyol e Elche em LaLiga, mudando jogos em favor do time.

O que falta para um negócio desse porte se concretizar? No caso do Barcelona, a resposta é simples: dinheiro e espaço no time. Sem garantia de minutos e com teto salarial apertado, a diretoria preferiu apostar em um jovem mais barato. Resta saber se a escolha se sustenta em campo.

Gustavo Pereira Lacerda
Editor de Mercado da Bola
Catarinense, editor especializado em transferências e bastidores do mercado do futebol com fonte e ceticismo.
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