Milan x Benfica: risco de surpresa no San Siro
Milan e Benfica estreiam na Liga Europa no San Siro, em duelo entre Ruben Amorim e Marco Silva. Estilos parecidos, transições defensivas frágeis e um ataque letal do lado português explicam o risco de surpresa.
O Milan estreia na Liga Europa no San Siro diante do Benfica, em duelo que coloca frente a frente Ruben Amorim e Marco Silva, dois treinadores em início de trabalho. A partida, válida pela primeira rodada, é cercada de expectativa por conta dos estilos semelhantes e da necessidade de ambos os times de imporem seu ritmo desde o apito inicial.
O risco de surpresa existe porque o Benfica de Marco Silva chega com média de 65% de posse de bola no campeonato português, contra 58,5% do Milan na Serie A, e um ataque que já marcou 39 gols em 11 jogos, sofrendo apenas oito. Do outro lado, a equipe de Amorim soma sete gols marcados e quatro sofridos em quatro partidas oficiais, com duas vitórias e dois empates, ainda em busca de equilíbrio entre defesa e ataque.
Amorim herdou um fim de temporada melancólico de Massimiliano Allegri, com a perda da vaga no G4 nas rodadas finais da Serie A, e promoveu uma reformulação profunda no elenco. Já Marco Silva sucedeu José Mourinho, que terminou invicto na Liga Portugal 2025/26, embora tenha ficado atrás de Porto e Sporting. Os números iniciais de Silva impressionam: nove vitórias e dois empates, com 39 bolas na rede e oito sofridas.
A tendência é que o Milan, com o apoio da torcida, pressione alto para recuperar a posse no campo de ataque. O problema surge quando os encaixes individuais não funcionam: o Benfica pode explorar os espaços com toques rápidos e verticais. A equipe de Amorim tem demonstrado dificuldades na transição defensiva, com buracos nas compactações e erros individuais com e sem bola, como contra Juventus e Lazio. Se isso se repetir, Marco Silva tem armas para punir.
Vangelis Pavlidis, com 14 gols e duas assistências, e Gianluca Prestianni, com oito gols e dois passes para gol, são as principais ameaças. O Benfica também tem se mostrado um camaleão tático, capaz de jogar em contra-ataque mesmo sem a posse. Do lado do Milan, será preciso mais objetividade para infiltrar a defesa de Marco Silva, cujo ponto fraco é a falta de velocidade para se proteger em lançamentos longos.
O técnico do Milan reconheceu o desafio em coletiva na terça-feira (15): "O Benfica pode ganhar qualquer partida. Eles têm um ótimo treinador e jogadores excelentes. Por que não deveriam aspirar a ganhar a Liga Europa? Isso também se aplica ao Milan".
Fica a pergunta: como o Milan vai lidar com a pressão alta e a capacidade de contra-ataque do Benfica? A resposta pode definir não só o resultado, mas a confiança para o restante da campanha. análise tática Milan