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Thiago Scuro explica polêmicas do Monaco na janela

ResumoThiago Scuro, CEO do Monaco, explicou em coletiva as polêmicas do último dia da janela de transferências. As vendas frustradas de Folarin Balogun para o Everton e de Mohamed Camara para o Chelsea geraram questionamentos sobre a gestão do clube. Scuro detalhou os motivos operacionais e estratégicos que impediram os acordos, reforçando a posição do Monaco no mercado europeu.

Thiago Scuro, CEO do Monaco, explicou em coletiva as polêmicas do último dia da janela de transferências, com vendas frustradas de Balogun e Camara para Everton e Chelsea.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 02 de setembro de 2026
Thiago Scuro explica polêmicas do Monaco na janela

O último dia da janela de transferências costuma ser uma loucura, e o Monaco viveu isso na pele. O clube do Principado precisava vender ao menos um jogador para equilibrar as finanças, mas não fechou nenhum acordo, apesar das propostas por Falorin Balogun e Lamine Camara. Quem conta os bastidores é o CEO Thiago Scuro, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2).

A necessidade de venda era clara: reduzir a folha salarial, exigência da Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG), órgão que fiscaliza as finanças do futebol francês. O Chelsea, que precisava de um substituto para Enzo Fernández após acordo com o Manchester City, chegou a insistir por Camara. Já o Everton, que tentava Gabriel Jesus e Richarlison, queria Balogun. As tratativas avançaram, mas o desfecho foi inesperado.

Segundo Scuro, o plano seguia bem até às 16h (horário local). O Monaco tinha acordo com o Everton para vender Balogun por 40 milhões de libras (cerca de R$ 277,2 milhões), e o atacante viajou a Liverpool para exames. Às 19h, porém, os Toffees levantaram dúvidas sobre a condição física do jogador. O diretor brasileiro e a equipe médica particular de Balogun consideraram as questões "insuficientes para justificar preocupações".

Para se resguardar de uma possível desistência, o Monaco aceitou liberar Camara ao Chelsea, num pacote de 55 milhões de euros (cerca de R$ 325,6 milhões). Mas, às 22h, o Everton voltou atrás, dizendo que não havia motivos para preocupação. Scuro então desfez o acordo com o Chelsea. Minutos antes do fechamento, Balogun decidiu não assinar, por não se sentir "bem" com a forma como foi tratado.

Scuro reforçou que o clube está "muito, muito feliz" com a permanência de Camara, que deve seguir com o técnico Filipe Luís. Já Balogun segue no Monaco, mas o dirigente admite buscar solução em outros mercados, sem fechar portas para uma sequência. A decisão final, diz ele, cabe ao atacante. mercado da bola

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