Reunião de arbitragem: protesto do Fluminense e pedido em vão
A reunião da Comissão de Arbitragem da CBF com os clubes, realizada nesta quarta-feira na sede da entidade, no Rio, foi marcada por protestos e cobranças. Os dirigentes levaram à mesa as reclamações sobre lances da 25ª rodada do Brasileirão. O tom do encontro, segundo relatos, foi de embate direto entre os clubes e a arbitragem.
O Fluminense foi um dos mais vocalizadores. O presidente do clube, Mattheus Montenegro, questionou a falta de variação dos ângulos do VAR no pênalti que decretou o empate por 3 a 3 contra o Athletico-PR, em Curitiba. No lance, Viveros e Fabio se chocaram, e o árbitro marcou a penalidade. O Tricolor argumentou que a transmissão da partida exibiu câmera lenta por cima, atrás do gol e de frente, enquanto o VAR teria apresentado menos recursos.
A Comissão de Arbitragem defendeu a decisão, afirmando que não havia necessidade de mais ângulos. O debate girou em torno da diferença entre o que o VAR oferece e o que a transmissão mostra, um ponto que pode afetar a confiança dos clubes no sistema.
Outro tema foi o pênalti anulado em Mirassol 1 x 1 Palmeiras. Houve cobrança para análise do lance, mas o pedido foi em vão. A comissão não acatou a solicitação, e o resultado da partida segue valendo.
Para o Fluminense, o empate na briga pelo G-4 pode ter peso direto na tabela. O clube, que buscava se firmar no grupo dos quatro primeiros, viu o Athletico-PR arrancar um ponto no fim. A arbitragem, mais uma vez, vira tema de debate entre os clubes.
O próximo confronto do Fluminense será decisivo para a equipe se manter na briga pelas primeiras posições. A tendência é que a arbitragem siga sob escrutínio até o fim da temporada.