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Rogers, Palmer e mais: Como o City virou máquina de revelar talentos

ResumoManchester City transformou-se em uma máquina de revelar talentos com investimento de 150 milhões de libras no CFA e influência do modelo Barcelona. O clube inglês formou atletas como Cole Palmer e Morgan Rogers, que hoje brilham em toda a Europa, consolidando o City como referência em desenvolvimento de jovens jogadores.

O Manchester City não é só o clube mais vitorioso da Inglaterra na última década. Com investimento de 150 milhões de libras no CFA e influência do modelo Barcelona, os Citizens se transformaram em uma máquina de formar atletas que hoje brilham em toda a Europa, de Cole Palmer a M

Vinícius Portela
por Vinícius Portela · 27 de julho de 2026
Rogers, Palmer e mais: Como o City virou máquina de revelar talentos

O Manchester City não é apenas o clube mais bem-sucedido da Inglaterra na última década. Nos bastidores, os Citizens se transformaram no maior centro de revelação de talentos do futebol local, alimentando não só a própria equipe, mas também gigantes como Chelsea, Real Madrid e Barcelona.

O impacto é visto dentro de casa, com Phil Foden, eleito melhor jogador do título da Premier League de 2023/24, e Nico O'Reilly, titular e autor de dois gols na conquista da Copa da Liga Inglesa em março passado. Mas a influência da base azul de Manchester vai muito além do Etihad Stadium.

Como o City virou uma máquina de revelar jogadores

A transformação começou há 12 anos, após a aquisição do clube pelo governo de Abu Dhabi em 2008. A ideia era clara: replicar o modelo de La Masia do Barcelona. Para isso, o City contratou Ferran Soriano, vice-presidente do clube espanhol entre 2003 e 2008 e hoje CEO do Grupo City, e o diretor esportivo Txiki Begiristain, que ficou sete anos na Espanha e depois 13 na Inglaterra.

O passo seguinte foi o investimento de 150 milhões de libras no supermoderno centro de treinamento, o City Football Academy (CFA), inaugurado em 2014 após visitas a mais de 70 CTs ao redor do mundo. A estrutura conta com 16 campos, um estádio de 7 mil lugares para os times de base e feminino, além de área completa de recuperação, análise de desempenho e ciência do esporte. Há ainda uma ponte de 190 metros que conecta diretamente ao Etihad Stadium.

O estilo de jogo que integra a base

O modelo de jogo ofensivo, o Jogo de Posição iniciado por Johan Cruyff na Catalunha nos anos 80 e 90, com divisão do campo em cinco faixas verticais e monopolização da posse de bola, virou a cara do Manchester City. O técnico Pep Guardiola, que comandou os Sky Blues entre 2016 e 2026, foi essencial para implementar essa filosofia em todas as categorias., Criamos um estilo de jogo muito claro. Desde as categorias sub-11 e sub-12 até a sub-23, era possível ver uma clara sintonia na maneira como jogávamos, na nossa identidade e no nosso estilo, disse Gareth Taylor, que passou nove anos na academia do City (2012-2020) e hoje é técnico do Liverpool feminino, à BBC.

Mark Allen, ex-diretor de formação, complementou ao Telegraph em 2016:, Temos um estilo de jogo muito bem definido que percorre toda a academia. Cada equipe jogará da mesma maneira, com a mesma filosofia.

Os números da máquina de formar atletas

Só sob o comando de Pep Guardiola, 41 jovens do CFA estrearam no time profissional. Quando questionado sobre a estrutura em comparação a Barcelona e Bayern de Munique, o catalão não teve receio de cravar:, Temos a melhor do mundo.

Um levantamento do CIES Football Observatory, publicado em abril deste ano, colocou o Manchester City como o segundo clube que mais lucrou com vendas de jogadores de base nos últimos cinco anos, com 318 milhões de euros em 35 jogadores. A maior transferência foi Cole Palmer ao Chelsea por 47 milhões de euros em 2023.

Os talentos espalhados pela Europa

O Chelsea é o maior exemplo. Atualmente, o gigante de Londres conta com seis jogadores que passaram pela base dos Citizens: Cole Palmer, Tosin Adarabioyo, Roméo Lavia, Jamie Gittens, Liam Delap e Morgan Rogers. Rogers, o reforço mais recente, chegou por 117 milhões de libras, inglês mais caro da história, vindo do Aston Villa.

Os talentos estão espalhados por mais centros: Real Madrid (Brahim Díaz), Barcelona (Eric García), Liverpool (Jeremie Frimpong) e Borussia Dortmund (Felix Nmecha).

Resultados em campo

A revelação de tantos jogadores mostra como o modelo deu certo. Mas os resultados também vieram. Foram vários títulos em todas as categorias, incluindo cinco Premier Leagues sub-18 (quatro seguidas entre 2020 e 2023) a partir de 2016 e três FA Youth Cups desde 2020.

Em 2020, os Citizens bateram o Chelsea na FA Youth Cup com Palmer, Delap e Rogers, além de Oscar Bobb (hoje no Fulham) e James McAtee (Nottingham Forest). A rivalidade com o Chelsea na base era quente porque os Blues eram a outra potência nas categorias inferiores, impulsionados pelo russo Roman Abramovich, dono dos Blues entre 2003 e 2022.

Perguntas Frequentes

Quantos jogadores da base do City estão no Chelsea?

Atualmente, o Chelsea conta com seis jogadores que passaram pela base dos Citizens: Cole Palmer, Tosin Adarabioyo, Roméo Lavia, Jamie Gittens, Liam Delap e Morgan Rogers.

Quanto o Manchester City lucrou com vendas de jogadores da base?

Segundo o CIES Football Observatory, o clube lucrou 318 milhões de euros com vendas de 35 jogadores da base nos últimos cinco anos.

Qual foi a maior venda da base do City?

A maior transferência foi Cole Palmer ao Chelsea por 47 milhões de euros em 2023.

Quem são os principais revelados pelo City que estão no time principal?

Phil Foden, eleito melhor jogador da Premier League 2023/24, e Nico O'Reilly, titular na conquista da Copa da Liga Inglesa em março passado.

O City Football Academy é inspirado em algum modelo?

Sim, o modelo é inspirado em La Masia do Barcelona, com a contratação de Ferran Soriano e Txiki Begiristain, além da filosofia de jogo de Pep Guardiola.

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