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Salário de Infantino cresceria 6x com venda de ações da Fifa

ResumoGianni Infantino, presidente da Fifa, teve o plano Fifa Forward Enterprise rejeitado por confederações, inviabilizando a venda de ações a investidores. O projeto, se aprovado, elevaria o salário de Infantino em seis vezes, conforme reportagem do jornal The Times. A decisão das confederações bloqueou o aumento salarial e a reestruturação financeira proposta.

O plano de Gianni Infantino de criar a Fifa Forward Enterprise, com venda de ações a investidores, foi inviabilizado após rejeição de confederações. Se aprovado, o salário do presidente da Fifa saltaria seis vezes, segundo o jornal The Times.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 03 de agosto de 2026
Salário de Infantino cresceria 6x com venda de ações da Fifa

Salário de Infantino cresceria seis vezes se plano de vender ações da Fifa fosse aprovado, diz jornal

Gianni Infantino, presidente da Fifa, viu seu plano de criar uma empresa para operar as principais competições com venda de ações a investidores ser inviabilizado após grande rejeição de confederações, em especial da Uefa. Além da derrota institucional e política, o dirigente sofreu um revés no bolso: segundo reportagem do jornal inglês The Times, caso a Fifa Forward Enterprise (FFE) fosse criada, o salário de Infantino se tornaria seis vezes maior.

O que é a Fifa Forward Enterprise e por que o salário de Infantino cresceria?

A Fifa Forward Enterprise (FFE) era o nome do projeto que permitiria à Fifa abrir capital privado para gerir a Copa do Mundo e outras competições. A ideia central: vender ações a investidores, criando uma estrutura separada da entidade máxima do futebol. Se o plano fosse aprovado, o salário do presidente da Fifa saltaria de US$ 4,8 milhões para cerca de US$ 28,8 milhões anuais, um aumento de seis vezes.

O número não é especulação minha: vem do relatório de transparência da própria Fifa, publicado no site oficial da entidade. Em 2025, o salário anual de Infantino foi de US$ 4,8 milhões brutos, cerca de R$ 25 milhões à época. O salário-base era de US$ 2,6 milhões, com valores adicionais não detalhados na fonte original.

A rejeição da Uefa e o revés institucional

O plano não avançou porque as confederações, em especial a Uefa, rejeitaram a ideia. A pressão foi grande o suficiente para tornar o projeto inviável. O jornal The Times noticiou que a Uefa teria perdido a confiança em Infantino como presidente da Fifa, um sinal claro do desgaste político.

Para quem acompanha futebol internacional, esse tipo de embate entre a Fifa e as confederações regionais não é novidade. Mas a derrota aqui foi dupla: Infantino perdeu no campo institucional e no financeiro pessoal. A FFE não saiu do papel, e o salário dele permaneceu no valor divulgado pela Fifa.

O que isso significa para o futebol e para você, torcedor

Se a FFE fosse aprovada, a operação da Copa do Mundo deixaria de ser gerida diretamente pela Fifa, passando para uma empresa com capital privado. Isso mudaria a lógica de receita e de transparência do futebol global. Para o torcedor, o impacto seria indireto, mas real: a forma como a entidade arrecada e distribui dinheiro influencia desde os direitos de transmissão até o preço dos ingressos.

A rejeição da Uefa, nesse contexto, protege um modelo em que as confederações mantêm controle sobre as competições. É uma decisão que mantém o poder centralizado, mas também preserva o equilíbrio de forças no futebol mundial.

O que vem pela frente para Gianni Infantino?

O momento é turbulento para o presidente da Fifa. A perda de confiança da Uefa é um sinal de que o apoio ao dirigente não é unânime. Ainda assim, Infantino segue no cargo, e a Fifa continua operando normalmente. O próximo desafio é reconstruir pontes com as confederações, especialmente a europeia, sem abrir mão do controle sobre as principais receitas.

Para quem acompanha a gestão do futebol, a lição é clara: a Copa do Mundo é um ativo valioso demais para ser tratado como qualquer negócio. A FFE morreu, mas a discussão sobre como financiar o futebol global está longe de terminar.

Perguntas Frequentes

Quanto ganha Gianni Infantino por ano?

Segundo relatório de transparência da Fifa, o salário anual de Infantino em 2025 foi de US$ 4,8 milhões brutos, cerca de R$ 25 milhões à época. O salário-base era de US$ 2,6 milhões.

O que é a Fifa Forward Enterprise?

A Fifa Forward Enterprise (FFE) era um plano de criar uma empresa com capital privado para operar as principais competições da Fifa, com venda de ações a investidores. O projeto foi inviabilizado após rejeição de confederações, em especial da Uefa.

Por que o plano de Infantino foi rejeitado?

O plano foi rejeitado após grande oposição das confederações, especialmente da Uefa, que teria perdido a confiança em Infantino como presidente da Fifa, segundo o jornal The Times.

Quanto Infantino ganharia se a FFE fosse aprovada?

Segundo o The Times, o salário de Infantino se tornaria seis vezes maior, ou seja, cerca de US$ 28,8 milhões anuais, com base no valor de US$ 4,8 milhões divulgado pela Fifa.

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