São Paulo: risco de transfer ban da CBF por dívida com Novorizontino
São Paulo corre risco de transfer ban da CBF por dívida com o Novorizontino; entenda
O São Paulo pode ser impedido de registrar jogadores em âmbito nacional. A Agência de Fair Play da CBF determinou o transfer ban caso o clube não quite a dívida com o Novorizontino pela contratação do volante Djhordney, que chegou para reforçar a base. A decisão foi publicada no site da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) nesta quarta-feira.
O que é o transfer ban e o que ele significa para o São Paulo?
O transfer ban é uma punição que impede o clube de registrar novos atletas. Na prática, o São Paulo não poderia inscrever reforços enquanto a dívida não for paga. A ANRESF deu duas opções: quitar o débito integralmente ou firmar acordo com o Novorizontino, que deve comunicar a agência.
Por que o São Paulo foi denunciado na ANRESF?
O Novorizontino denunciou o São Paulo no início de julho, com base no Artigo 45 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF). O artigo trata de "valores devidos a outros clubes de futebol" por transferências de atletas profissionais, atletas registrados pela primeira vez como profissionais e indenização por formação.
A agência analisou o caso, intimou o São Paulo a apresentar comprovante de quitação ou defesa em dez dias úteis. O clube apresentou manifestação e reconheceu a dívida, mas as justificativas não foram aceitas.
Qual o valor da dívida e como ela surgiu?
A dívida gira em torno de R$ 1 milhão. Quando o São Paulo comprou os direitos de Djhordney, ficou acordado o pagamento em cinco parcelas. Segundo informações do UOL, nenhuma parcela foi paga.
Djhordney foi contratado em 2025 para o sub-20. Em fevereiro deste ano, o São Paulo comunicou que exerceria o direito de compra. O garoto de 19 anos se destacou na base, foi promovido e estreou no profissional contra o Coritiba, também em fevereiro. Ele soma quatro jogos na equipe principal.
O que a ANRESF decidiu e qual o prazo?
A agência determinou que, se o São Paulo não honrar o compromisso, será punido com transfer ban. O clube tem 45 dias para quitar o débito, com juros, correção monetária e penalidade contratual.
Esta é a primeira punição de um clube da Série A desde a criação da Agência de Fair Play Financeiro da CBF. Um exemplo anterior é a Ponte Preta, da Série B, penalizada por atrasos salariais.
O que dizem São Paulo e Novorizontino?
As versões divergem. O São Paulo afirma que o presidente Harry Massis entrou em contato com Genilson Rocha, presidente do Novorizontino, e ajustou um acordo de pagamento. As partes aguardam o alinhamento dos departamentos jurídicos para formalizar o compromisso.
O Novorizontino, por outro lado, nega qualquer negociação. O clube alega que das cinco parcelas, nenhuma foi paga, e que aguarda o cumprimento integral da obrigação.
O que falta para o São Paulo evitar o transfer ban?
O caminho mais direto é pagar a dívida ou formalizar um acordo aceito pelo Novorizontino. Como o clube do interior nega negociação, a tendência é que o pagamento integral seja a única saída segura. O prazo de 45 dias corre a partir da publicação da decisão.
Para o torcedor, o impacto é claro: enquanto a pendência não for resolvida, o clube fica vulnerável a não conseguir reforçar o elenco nas próximas janelas. A diretoria precisa agir rápido para evitar a punição.
Perguntas Frequentes
O que é transfer ban?
É uma punição que impede o clube de registrar novos jogadores. No caso do São Paulo, o banimento seria em âmbito nacional, determinado pela CBF.
Quanto o São Paulo deve ao Novorizontino?
Cerca de R$ 1 milhão, referente à compra dos direitos de Djhordney em cinco parcelas, nenhuma paga até agora.
Qual o prazo para o São Paulo pagar?
A ANRESF deu 45 dias para quitar o débito, com juros, correção monetária e penalidade contratual.
O São Paulo pode recorrer?
O clube já apresentou defesa, mas a ANRESF não aceitou as justificativas. A saída agora é pagar ou firmar acordo.
O que acontece se o São Paulo não pagar?
O clube será punido com transfer ban, ficando impedido de registrar novos atletas até regularizar a situação.