# Ex-Seleção na Justiça: 24 meses sem salário na Ponte

> Edson Boaro, ex-auxiliar da Ponte Preta e integrante da seleção brasileira na Copa de 1986, move ação judicial contra o clube por 24 meses de salários não pagos. A cobrança totaliza R$ 803.858,41 e requer rescisão indireta do contrato de trabalho. A pendência financeira motivou o pedido formal na Justiça.

*Esporte Notícia · Futebol · 03 de agosto de 2026 · Juliana Prado*

Edson Boaro, ex-auxiliar da Ponte Preta e integrante da seleção brasileira na Copa de 1986, entrou na Justiça contra o clube após 24 meses sem receber salários. A ação cobra R$ 803.858,41 e pede rescisão indireta do contrato.

## Sem receber há dois anos, ex-Seleção entra na Justiça contra a Ponte

Edson Boaro, ex-auxiliar da Ponte Preta e integrante da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986, entrou na Justiça contra o clube após ficar 24 meses sem receber salários. Na ação trabalhista, o ex-lateral cobra R$ 803.858,41 e pede, em liminar, o reconhecimento da rescisão indireta do contrato com a Macaca. O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, e Boaro é representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino.

### O que a ação revela sobre a gestão financeira do clube?

Além dos salários em atraso, o ex-auxiliar relata 50 meses sem quitação do FGTS por parte da Ponte. Segundo a ação, a atual diretoria executiva nunca efetuou depósitos do fundo durante o vínculo de Boaro com o clube. Ou seja, a dívida não se limita ao salário: ela se estende a obrigações trabalhistas básicas que deveriam ser cumpridas mensalmente.

A cobrança inclui uma série de verbas trabalhistas e contratuais. Entre elas estão 24 meses de salários não pagos, o que explica o valor total de R$ 803.858,41. Para quem acompanha o futebol de perto, esse tipo de ação não é surpresa: atraso salarial prolongado costuma virar processo na Justiça do Trabalho, e a rescisão indireta é o mecanismo usado pelo empregado para romper o contrato quando o empregador descumpre obrigações.

### O que significa a rescisão indireta?

Na prática, a rescisão indireta é o "justa causa do empregador". Quando o clube deixa de pagar salário ou FGTS, o trabalhador pode pedir na Justiça o reconhecimento do fim do contrato como se tivesse sido demitido sem justa causa. Isso garante ao atleta ou profissional o direito a verbas rescisórias, como aviso prévio e multa de 40% sobre o FGTS. No caso de Boaro, a liminar pede exatamente esse reconhecimento, o que pode acelerar o pagamento das verbas devidas.

### Histórico de Boaro no futebol

Boaro construiu carreira como lateral e depois como auxiliar técnico. Sua passagem pela seleção brasileira na Copa de 1986 é o marco que o coloca em evidência até hoje. Mas a trajetória no clube de Campinas terminou em litígio: meses de salários atrasados e FGTS não depositado levaram o profissional a buscar seus direitos na Justiça.

### Próximos passos do processo

O processo tramita no TRT da 15ª Região, e a decisão sobre a liminar pode sair nas próximas semanas. Se o pedido for aceito, Boaro terá o contrato rescindido indiretamente, o que abre caminho para o pagamento das verbas cobradas. A Ponte Preta, por sua vez, terá que se manifestar nos autos. Para o torcedor, fica o alerta: a gestão financeira do clube precisa de atenção, e casos como este mostram que o problema vai além do campo.

### Perguntas Frequentes

#### Quanto tempo Edson Boaro ficou sem receber salário?

Ele ficou 24 meses sem receber salários da Ponte Preta, segundo a ação trabalhista.

#### Qual o valor cobrado na ação?

O ex-auxiliar cobra R$ 803.858,41, incluindo salários atrasados e outras verbas trabalhistas e contratuais.

#### O que é rescisão indireta?

É o rompimento do contrato de trabalho por culpa do empregador, quando ele descumpre obrigações como pagamento de salário ou FGTS.

#### Quem representa Boaro na Justiça?

Os advogados Filipe Rino e Thiago Rino representam o ex-auxiliar no processo.

#### Em qual tribunal o caso tramita?

O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

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