Ex-Seleção na Justiça: 24 meses sem salário na Ponte
Edson Boaro, ex-auxiliar da Ponte Preta e integrante da seleção brasileira na Copa de 1986, entrou na Justiça contra o clube após 24 meses sem receber salários. A ação cobra R$ 803.858,41 e pede rescisão indireta do contrato.
Sem receber há dois anos, ex-Seleção entra na Justiça contra a Ponte
Edson Boaro, ex-auxiliar da Ponte Preta e integrante da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986, entrou na Justiça contra o clube após ficar 24 meses sem receber salários. Na ação trabalhista, o ex-lateral cobra R$ 803.858,41 e pede, em liminar, o reconhecimento da rescisão indireta do contrato com a Macaca. O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, e Boaro é representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino.
O que a ação revela sobre a gestão financeira do clube?
Além dos salários em atraso, o ex-auxiliar relata 50 meses sem quitação do FGTS por parte da Ponte. Segundo a ação, a atual diretoria executiva nunca efetuou depósitos do fundo durante o vínculo de Boaro com o clube. Ou seja, a dívida não se limita ao salário: ela se estende a obrigações trabalhistas básicas que deveriam ser cumpridas mensalmente.
A cobrança inclui uma série de verbas trabalhistas e contratuais. Entre elas estão 24 meses de salários não pagos, o que explica o valor total de R$ 803.858,41. Para quem acompanha o futebol de perto, esse tipo de ação não é surpresa: atraso salarial prolongado costuma virar processo na Justiça do Trabalho, e a rescisão indireta é o mecanismo usado pelo empregado para romper o contrato quando o empregador descumpre obrigações.
O que significa a rescisão indireta?
Na prática, a rescisão indireta é o "justa causa do empregador". Quando o clube deixa de pagar salário ou FGTS, o trabalhador pode pedir na Justiça o reconhecimento do fim do contrato como se tivesse sido demitido sem justa causa. Isso garante ao atleta ou profissional o direito a verbas rescisórias, como aviso prévio e multa de 40% sobre o FGTS. No caso de Boaro, a liminar pede exatamente esse reconhecimento, o que pode acelerar o pagamento das verbas devidas.
Histórico de Boaro no futebol
Boaro construiu carreira como lateral e depois como auxiliar técnico. Sua passagem pela seleção brasileira na Copa de 1986 é o marco que o coloca em evidência até hoje. Mas a trajetória no clube de Campinas terminou em litígio: meses de salários atrasados e FGTS não depositado levaram o profissional a buscar seus direitos na Justiça.
Próximos passos do processo
O processo tramita no TRT da 15ª Região, e a decisão sobre a liminar pode sair nas próximas semanas. Se o pedido for aceito, Boaro terá o contrato rescindido indiretamente, o que abre caminho para o pagamento das verbas cobradas. A Ponte Preta, por sua vez, terá que se manifestar nos autos. Para o torcedor, fica o alerta: a gestão financeira do clube precisa de atenção, e casos como este mostram que o problema vai além do campo.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo Edson Boaro ficou sem receber salário?
Ele ficou 24 meses sem receber salários da Ponte Preta, segundo a ação trabalhista.
Qual o valor cobrado na ação?
O ex-auxiliar cobra R$ 803.858,41, incluindo salários atrasados e outras verbas trabalhistas e contratuais.
O que é rescisão indireta?
É o rompimento do contrato de trabalho por culpa do empregador, quando ele descumpre obrigações como pagamento de salário ou FGTS.
Quem representa Boaro na Justiça?
Os advogados Filipe Rino e Thiago Rino representam o ex-auxiliar no processo.
Em qual tribunal o caso tramita?
O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.