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STJD aumenta suspensão de Abel Ferreira para três jogos

ResumoO Pleno do STJD aumentou para três jogos a suspensão de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, após chute em microfone na partida contra o Mirassol. A punição impede Abel Ferreira de comandar o time no clássico contra o São Paulo e nos duelos contra Grêmio e Bahia.

Pleno do STJD aumentou a suspensão do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, para três jogos após chute em microfone na partida contra o Mirassol. Ele fica fora do clássico contra o São Paulo e dos duelos contra Grêmio e Bahia.

Letícia Camargo
por Letícia Camargo · 11 de setembro de 2026
STJD aumenta suspensão de Abel Ferreira para três jogos

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aumentou, nesta sexta-feira, a suspensão do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, para três partidas. A punição decorre do chute em um microfone durante a partida contra o Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. A pena foi elevada com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina desportiva.

Com a decisão, Abel Ferreira não comandará o Palmeiras no clássico contra o São Paulo, neste sábado, no Nubank Parque, nem nos duelos contra Grêmio e Bahia, todos pelo Campeonato Brasileiro. O treinador havia sido punido inicialmente com dois jogos em primeira instância. Ele chegou a comandar a equipe no empate com o Botafogo, no último domingo, graças a um efeito suspensivo concedido pelo STJD. Agora, volta a cumprir a suspensão a partir do Choque-Rei.

A relatora do caso, Antonieta Silva Pinto, criticou a atitude do treinador durante a audiência. Segundo ela, Abel Ferreira "demonstrou destempero e não mediu as consequências dos seus atos". A auditora também afirmou ter se surpreendido com o "mau exemplo" dado pelo português.

"Ao chutar o microfone, ele demonstrou destempero e não mediu consequência do seu ato. Ao proceder com fúria, o técnico mais vitorioso da história recente do Brasil aponta que é normal descontar instabilidade emocional em objetos. A atitude pode incitar animosidade dos torcedores contra a equipe de arbitragem. O dano patrimonial não é normal no futebol. Não é correto chutar. Confesso que me surpreendi com o mau exemplo do preparadíssimo técnico do Palmeiras", disse a relatora.

A defesa do Palmeiras, liderada pelo advogado André Sica, relembrou a punição de seis jogos aplicada pelo STJD a Abel Ferreira em abril deste ano. O representante do clube afirmou que o tribunal estaria "julgando a pessoa e não o fato".

"A procuradoria praticamente pediu a expulsão do treinador do Brasileiro. Qual o motivo disso? O chute em um objeto inanimado, um microfone. A gente está aqui por causa disso? Estamos aqui porque a casa já puniu o Abel com seis jogos e está insatisfeito porque o comportamento do Abel permaneceu quente. O tribunal esperava uma mudança de temperatura do nosso treinador e ela não veio. Se estivéssemos julgando só pelo microfone, a defesa seria muito fácil. O ponto é que estão julgando a pessoa e não o fato", argumentou.

Os auditores do Pleno acompanharam a denúncia e concordaram com a punição. Houve divergência sobre aumentar a pena para três jogos ou mantê-la em dois. Prevaleceu a punição mais pesada. O presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, rebateu o argumento da defesa e comparou a situação com uma eventual conduta semelhante de um jogador.

"Apenas para refutar incisivamente a alegação de que aqui se está fazendo juízo de temperamento ou de pessoa. Está sendo julgado de fato. Para ser o mais objetivo possível, existe uma conduta disciplinar típica e devidamente ignorada pela arbitragem. Adotando o critério de maior peso para as condutas daqueles que estão mais distantes da bola - se fosse um jogador, seria uma partida. Não tem como levar em consideração a reincidência. É a segunda, dentro dessa janela de um ano. Foi bem dosado pela relatora, por isso acompanho", disse.

O árbitro João Vitor Gobbi foi advertido por não ter relatado a ação de Abel Ferreira durante a partida. O quarto árbitro, Roger Goulart, e o responsável pelo VAR, Ilbert Estevam da Silva, foram absolvidos no caso. próximos jogos do Palmeiras no Brasileirão

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