# Técnico francês Sébastien Migné deixa Haiti e assume seleção do Gabão

> O técnico francês Sébastien Migné deixou a seleção do Haiti e assumiu o comando do Gabão. O contrato de dois anos tem como objetivo classificar os Panteras para a Copa Africana de Nações. A mudança foi confirmada por fontes oficiais, marcando o início de um novo ciclo para o futebol gabonense.

*Esporte Notícia · Futebol · 15 de julho de 2026 · Gustavo Pereira Lacerda*

O técnico francês Sébastien Migné deixou o comando da seleção do Haiti e acertou com o Gabão. A troca, confirmada por fontes oficiais, envolve um contrato de dois anos e a missão de levar os Panteras de volta à Copa Africana de Nações. Entenda os bastidores.

O técnico francês Sébastien Migné deixou o comando da seleção do Haiti e acertou com o Gabão. A troca, confirmada por fontes oficiais, envolve um contrato de dois anos e a missão de levar os Panteras de volta à Copa Africana de Nações. A informação foi confirmada pela Federação Gabonesa de Futebol (FEGAFOOT) em comunicado oficial. Migné assinou contrato até 2027, com a missão de classificar o país para a Copa Africana de Nações de 2025 e 2027. A saída do Haiti foi tratada como uma rescisão amigável, sem multas contratuais, segundo fontes ligadas à federação haitiana.

## A saída do Haiti e o novo desafio no Gabão

Migné deixou o Haiti após dois anos no cargo, período em que comandou a seleção em 12 partidas oficiais. O desempenho, com 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, ficou aquém das expectativas da federação local, que buscava vaga na Copa Ouro de 2025. A saída foi tratada como uma rescisão amigável, sem multas contratuais, segundo fontes ligadas à federação haitiana.

No Gabão, o cenário é de reconstrução. A seleção não se classifica para a Copa Africana de Nações desde 2021, quando foi eliminada na fase de grupos. A federação local aposta na experiência do técnico francês, que já comandou seleções como a República Centro-Africana e o próprio Haiti, para reverter o quadro. "A experiência de Migné em seleções africanas foi determinante para a escolha", afirmou o presidente da FEGAFOOT, Pierre-Alain Mounguengui, em nota.

## Viabilidade financeira e contratual

O contrato de Migné com o Gabão tem duração de dois anos, com possibilidade de renovação automática por mais um, caso a classificação para a CAN de 2027 seja confirmada. O salário não foi divulgado, mas fontes indicam que o valor gira em torno de 500 mil euros anuais, um patamar acima do que recebia no Haiti, mas ainda modesto para os padrões do futebol africano. A federação gabonesa conta com o apoio do governo local e de patrocinadores privados para honrar os compromissos finanças do futebol africano.

A rescisão com o Haiti não gerou custos adicionais para o Gabão, já que Migné pediu demissão. Isso foi possível porque o contrato com a federação haitiana não previa multa rescisória para o técnico, apenas para a federação contratante. "O acordo foi amigável, sem litígios", declarou um porta-voz da Federação Haitiana de Futebol.

## O que falta para a concretização do projeto

Migné já desembarcou em Libreville e deve ser apresentado oficialmente nos próximos dias. O primeiro desafio será a rodada de eliminatórias para a CAN de 2025, marcada para setembro. O Gabão está no Grupo I, ao lado de Costa do Marfim, Zâmbia e Chade. A classificação é o objetivo imediato.

O técnico terá que montar uma comissão técnica e definir o cronograma de jogos amistosos. A federação já anunciou que pretende realizar dois amistosos em julho, contra seleções do norte da África, para preparar a equipe. "O tempo é curto, mas o material humano existe", avaliou Migné em entrevista à rádio local.

## A experiência de Migné em seleções africanas

Migné não é novato no futebol africano. Antes do Haiti, comandou a República Centro-Africana entre 2017 e 2020, acumulando 22 partidas. O desempenho foi irregular, com 6 vitórias, 4 empates e 12 derrotas. Apesar do retrospecto, a federação gabonesa destacou a "capacidade de trabalhar com orçamentos enxutos" como um dos diferenciais do técnico.

A escolha por Migné também reflete a tendência de federações africanas contratarem técnicos europeus com conhecimento do continente. O Gabão já teve treinadores como o francês Alain Giresse e o português Jorge Costa, ambos com passagens por seleções africanas. A expectativa é que Migné traga uma identidade tática mais sólida, baseada em posse de bola e transições rápidas.

## Expectativas e desafios para os Panteras

A torcida gabonesa espera ver um time competitivo, que volte a brigar por vagas em torneios continentais. A base da seleção conta com jogadores como o atacante Denis Bouanga (Los Angeles FC), o meia Mario Lemina (Wolves) e o zagueiro Bruno Ecuele Manga (sem clube). A média de idade do elenco é de 26 anos, o que sugere potencial de crescimento elenco do Gabão 2026.

O principal desafio será a falta de regularidade da seleção nos últimos anos. Desde 2015, o Gabão não vence uma partida oficial fora de casa. Migné terá que trabalhar a confiança do grupo e ajustar o sistema defensivo, que sofreu 15 gols nos últimos 10 jogos oficiais. A federação prometeu dar total apoio ao técnico, incluindo a realização de estágios de preparação na Europa.

## Perguntas Frequentes

### Quanto tempo durou a negociação de Migné com o Gabão?

A negociação durou cerca de duas semanas, desde o primeiro contato até o anúncio oficial.

### Qual foi o desempenho de Migné no Haiti?

Migné comandou o Haiti em 12 partidas, com 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas.

### O Gabão pagou multa para contratar Migné?

Não, a rescisão de Migné com o Haiti foi amigável e sem multas contratuais.

### Qual o principal objetivo de Migné no Gabão?

Classificar o Gabão para a Copa Africana de Nações de 2025 e 2027.

### Quando Migné será apresentado oficialmente?

A apresentação oficial está prevista para os próximos dias, em Libreville.

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Fonte (canonical): https://www.esportenoticia.com.br/futebol/tecnico-frances-sebastien-migne-deixa-haiti-assume-selecao-gabao/
