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Raphinha mantém cobrança e explica segredo do Barcelona

Raphinha deixou o gramado após a goleada por 7 a 2 sobre o Racing Santander com três gols marcados e a faixa de capitão do Barcelona. O brasileiro ampliou a sequência individual neste início de temporada, mas recusou tratar o momento como ponto de chegada.

Raphinha marcou três vezes na vitória por 7 a 2 sobre o Racing Santander e afirmou que segue cobrando evolução. Atuando como falso 9 no esquema de Hansi Flick, soma 11 gols e três assistências em sete partidas na temporada 2026/27, com o Barcelona acumulando sete vitórias e a melhor largada de sua história.

"Acho que é sempre importante pensar que existe alguma coisa que você precisa melhorar. Por isso, nunca vou dizer que estou bem ou que cheguei ao meu melhor nível, porque, se dissesse isso, estaria mentindo", declarou o atacante após a partida.

O desempenho individual se explica menos pelo talento isolado e mais pela função que Raphinha ocupa no time de Flick. Como falso 9, ele não fica fixo como referência de área: recua para participar da construção, aparece pelos lados e ataca a área em momentos diferentes. A movimentação cria dúvidas para os defensores e abre espaços para os companheiros, enquanto a capacidade de finalização transforma qualquer brecha em chance real de gol.

Contra o Racing, o Barcelona não diminuiu o ritmo depois de encontrar espaços nem administrou a vantagem construída. A equipe seguiu buscando passes verticais, infiltrações e finalizações, mantendo o adversário sob pressão mesmo com a partida encaminhada. Raphinha identifica nesse comportamento uma força do elenco.

"Os jogadores estão famintos, sempre querem mais. Temos a mentalidade de que, sempre que possível, devemos criar mais oportunidades e isso se reflete em campo. Nos apoiamos muito uns aos outros", afirmou.

A cobrança parte dos próprios jogadores e aparece na disposição para criar de novo depois de uma chance desperdiçada. É um padrão que ajuda a explicar por que os catalães têm produzido tantas oportunidades neste começo de temporada, e que sustenta a leitura de Raphinha sobre o próprio momento: vencer não encerra a procura por soluções.

O próximo teste do Barcelona deve medir se essa mentalidade se mantém diante de um adversário que ofereça menos espaço e exija paciência na construção, cenário em que a movimentação do falso 9 tende a pesar mais do que a finalização.

Marcos Vinícius Lopes
Repórter de Automobilismo
Paulistano apaixonado por automobilismo, cobre Fórmula 1 e Stock Car com foco em engenharia e estratégia.
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