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Tim Vickery: domínio do Brasil na Libertadores não repete argentino

ResumoTim Vickery analisa que o domínio brasileiro na Libertadores, com sete títulos consecutivos e possibilidade de oitavo, difere do antigo domínio argentino. O jornalista aponta que mudanças no formato do torneio desde 2017 favoreceram clubes brasileiros, criando cenário sem precedentes na competição continental.

Em análise para a Trivela, Tim Vickery compara o domínio brasileiro na Libertadores com o argentino do passado e aponta o que mudou no formato desde 2017. O Brasil já soma sete títulos seguidos e caminha para o oitavo, algo sem precedente.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 16 de setembro de 2026
Tim Vickery: domínio do Brasil na Libertadores não repete argentino

O Brasil conquistou sete edições consecutivas da Libertadores e caminha para a oitava. Para Tim Vickery, colunista da Trivela, esse domínio não se parece com o argentino do passado, apesar das comparações feitas sempre que o tema volta à tona.

Na análise, Vickery afirma que o Brasil já ganhou sete versões seguidas da competição e está perto da oitava, algo sem precedente. A Argentina, por sua vez, venceu quatro anos consecutivos em duas ocasiões: entre 1967 e 1970, com um título do Racing e três do Estudiantes, e entre 1972 e 1975, com quatro conquistas do Independiente. Ou seja, oito taças argentinas em nove anos.

A diferença central, segundo o colunista, está no formato. Naquela época, a competição funcionava como no boxe, e o campeão só entrava na fase decisiva, mantendo todas as chances de defender o título. Além disso, havia outros candidatos, especialmente clubes brasileiros, Peñarol e Nacional, do Uruguai.

Desde 2017, a Libertadores passou a durar o ano todo. Vickery argumenta que esse modelo tende a favorecer os fortes e enfraquecer ainda mais os fracos, porque a janela de transferências traz consequências diversas. O Independiente del Valle vende, enquanto o Flamengo compra, inclusive tendo contratado Anthony Valencia, que iniciou no clube equatoriano.

O caso do Independiente del Valle ilustra o cenário. O atacante Juan Riquelme Ângulo, de 18 anos, foi vendido ao Sunderland, da Premier League, duas semanas antes do confronto. A prioridade do clube equatoriano, segundo Vickery, é vender jogadores, acima de ganhar títulos. Para o colunista, a realidade da maioria dos clubes sul-americanos não é muito diferente.

No jogo de ida, o Flamengo venceu por 2 a 0. O time sofreu no primeiro tempo, com um voleio do centroavante paraguaio Charly Gonzalez que acertou a trave esquerda do goleiro Rossi. Poucos minutos depois, o próprio Gonzalez se lesionou e saiu no intervalo.

Vickery observa que a Conmebol não parece enxergar o domínio brasileiro como um grande problema, provavelmente porque seu mercado maior está satisfeito. No Brasil, o cenário é visto como motivo de comemoração. Questionado sobre a ausência de adversários, o colunista responde que eles existem: são os outros grandes clubes brasileiros.

A maior esperança do restante do continente, segundo ele, é o River Plate. O momento não é bom: o clube não se classificou pela Libertadores e foi eliminado da Sul-Americana pelo Santa Fe, da Colômbia. O estádio, porém, tem a maior capacidade do continente. O River perdeu sua joia, o meia atacante Joaquin Freitas, apontado como o melhor talento produzido pelo clube desde Julián Álvarez. Onde está Freitas agora? Dando assistência para o gol da vitória do Flamengo, o que, nas palavras de Vickery, torna tudo muito difícil.

O colunista ressalta que não critica a mudança de formato feita em 2017, apenas afirma que ela tem efeitos. E lembra que a bola é redonda, com possibilidade de zebra, que ele imagina baseada mais na garra que na bola.

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