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Messi na Argentina: as transformações que mudaram sua relação

ResumoLionel Messi transformou sua relação com a seleção argentina a partir de 2005, quando Tim Vickery o observou no Sul-Americano Sub-20. A trajetória evoluiu de um jovem talento isolado para líder incontestável, culminando na conquista da Copa do Mundo de 2022. A mudança envolveu maturidade emocional, adaptação tática e aceitação do papel de capitão.

Em fevereiro de 2005, Tim Vickery viu Messi de perto pela primeira vez. O que viu naquele Sul-Americano Sub 20 e as transformações que levaram o craque a se tornar líder da Argentina.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 01 de setembro de 2026
Messi na Argentina: as transformações que mudaram sua relação

Tim Vickery viu Lionel Messi de perto pela primeira vez em fevereiro de 2005. O jogador tinha 17 anos, era um desconhecido para a Argentina, e acabara de ser convocado para o Campeonato Sul-Americano Sub 20, na Colômbia. A primeira impressão não foi boa: pequeno, com ar de desleixado, parecia longe do potencial de elite. Mas quando a bola rolou, a opinião mudou rápido. Duas coisas se destacaram: a bola fazia parte dele, como se pudesse driblar enquanto assistia TV, e a capacidade de entender o espaço, de saber onde se movimentar para agredir o adversário. Essa habilidade de interpretar o espaço, acredita Vickery, é a chave para a duração da carreira dele, jogando em alto nível até os 39 anos.

Mas a carreira de Messi com a Argentina não foi só talento natural. O vestiário da seleção não era um lugar fácil. A relação com Carlos Tevez trouxe complicações, como na Copa América de 2011, quando a torcida vibrou com a entrada de "o jogador do povo". Depois, Messi brevemente se aposentou da seleção em 2016, e o ponto mais baixo foi a Copa de 2018. Foi com Scaloni que veio a grande reação, com raízes táticas e psicológicas.

Nessa altura, Messi já passava dos 30. Era a grande referência, e qualquer convocado tinha um objetivo: ser percebido por ele, ganhar seus elogios. Mas Messi não falava, não era coisa dele. Foi necessário aprender. E ele aprendeu. Cercado por seu fã-clube, virou o líder inspiracional, fruto de um processo pensado, de reconhecer pontos fracos e se esforçar para melhorá-los. O Brasil ganhou a Copa, mas a Argentina também saiu vitoriosa: desenvolveu uma ideia tática e achou um grupo coerente.

A história de Messi não seria completa sem esses últimos anos. No Barcelona, vimos um jogador na plenitude da habilidade extraordinária. Com a Argentina, temos a narrativa de um homem que se transformou. E depois de tanto tempo, Vickery confessa: não sabe como vai viver sem novos capítulos.

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