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Messi na Argentina: títulos, decepções e legado

ResumoLionel Messi encerra aos 39 anos uma trajetória de 21 anos com a Argentina, somando 191 partidas, 112 gols e 58 assistências. O capitão conquistou a Copa do Mundo de 2022, duas Copas América e a Finalíssima, além de recordes de jogos e gols pela seleção. Decepções incluem três finais perdidas, com legado de liderança e redenção.

Lionel Messi encerra aos 39 anos uma trajetória de 21 anos com a Argentina, marcada por títulos, decepções e recordes. Veja os números e o legado do capitão.

Gustavo Pereira Lacerda
por Gustavo Pereira Lacerda · 01 de setembro de 2026
Messi na Argentina: títulos, decepções e legado

Lionel Messi encerrou nesta segunda-feira uma trajetória de 21 anos com a seleção argentina. Aos 39 anos, o capitão se despede como protagonista dos maiores momentos de alegria da 'Albiceleste', mas também de decepções que marcaram sua história. O último capítulo foi a final da Copa do Mundo de 2026, com derrota para a Espanha por 1 a 0, no dia 19 de julho.

"Falta pouco, algumas etapas vão se encerrando e esta é uma que dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na seleção. Dei tudo, não tenho mais nada a dar e, além disso, estão surgindo jovens muito bons que merecem estar lá", escreveu o astro no Instagram.

Messi deixa um legado com números que parecem quase impossíveis de superar: é o jogador com mais jogos pela Argentina (207), maior artilheiro da história da seleção (125 gols), recordista em assistências (68) e com mais partidas em Copas do Mundo (34).

A trajetória começou em 2005, quando o técnico José Pekerman o tirou do banco em um amistoso contra a Hungria. Na ocasião, ele permaneceu em campo por menos de um minuto, sendo expulso após atingir um adversário no rosto com a mão. Nascido em Rosário, cerca de 300 km ao noroeste de Buenos Aires, Messi vive em Miami desde 2023 com a esposa, Antonela Roccuzzo, e os três filhos.

A história de amor com a Copa do Mundo começou com decepções: eliminações precoces em 2006, 2010 e 2018, e a final perdida para a Alemanha em 2014, no Brasil. As duas finais de Copa América perdidas para o Chile também doeram, especialmente a de 2016, quando ele anunciou uma aposentadoria que durou apenas 47 dias: "É isso, acabou para mim na seleção".

O retorno veio para conquistar um povo que, ainda com Maradona na memória, o via como alguém distante. Desde então, Messi se transformou, assumiu a braçadeira de capitão e liderou uma 'Albiceleste' unida em torno dele. O técnico Lionel Scaloni deu ao craque um grupo de jogadores prontos para "matar e morrer" pelo líder, que enfrentava problemas de saúde do pai, Jorge, falecido há três semanas.

A consagração veio no Catar, em 2022, com o título mundial sobre a França, quando marcou dois gols. A coleção inclui ainda as Copas América de 2021 e 2024, o ouro olímpico em Pequim-2008 e a Finalíssima de 2022. A Copa América de 2021, primeiro título da seleção principal em quase três décadas, foi conquistada em cima do Brasil no Maracanã.

Messi também protagonizou atuações inesquecíveis, como os hat-tricks contra o Brasil em 2012 e o Equador nas Eliminatórias para 2018, além do drible em quatro ingleses na semifinal da Copa de 2026, incluindo Harry Kane. "O que mais ele precisa fazer para ser considerado o melhor da história?", perguntou Scaloni.

Depois de conquistar a Europa com o Barcelona (2004-2021) e uma passagem de dois anos pelo Paris Saint-Germain, Messi assinou com o Inter Miami para poupar energias e dar o máximo pela seleção. Ele manteve o compromisso com a Argentina mesmo quando, radicado em Barcelona, poderia ter jogado pela Espanha. mercado da bola

O que falta para entender o tamanho desse legado? Os números já falam por si, mas a despedida deixa a pergunta sobre quem será o próximo a vestir a camisa 10 com a mesma entrega. A resposta, por ora, fica com a história que Messi escreveu em 21 anos de 'Albiceleste'.

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