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Central conquista tricampeonato da Copa Nordeste de Vôlei

O Central Vôlei Feminino venceu o Gams Vôlei Up por 2 sets a 0, no último domingo, e faturou a 30ª edição da Copa Professor Jorge Guimarães, a Copa Nordeste de Vôlei. O time da Patativa fechou a campanha invicto e chegou ao terceiro título na categoria adulta, depois das conquistas de 2024 e 2025.

O Central conquistou o tricampeonato da Copa Nordeste de Vôlei ao bater o Gams Vôlei Up, de Mossoró (RN), por 2 sets a 0 na decisão. É o terceiro título adulto do time feminino da Patativa, que já havia vencido a competição em 2024 e 2025, agora com campanha sem derrotas.

O placar de 2 a 0 diz pouco sobre o que sustenta uma sequência assim. No vôlei, a campanha invicta não se explica por um set isolado: depende de recepção estável, distribuição de jogo e leitura de bloqueio mantidas ao longo de toda a competição. É a parte que não aparece no resultado, mas decide quem chega inteiro à final.

A decisão contra o Gams Vôlei Up, equipe de Mossoró, no Rio Grande do Norte, colocou frente a frente dois projetos nordestinos que se enfrentam com frequência no calendário da modalidade. O Central levou a melhor, como já havia feito nas duas edições anteriores.

O título também consolida o vôlei caruaruense no cenário regional. A cidade passou a ter uma referência feminina adulta que se mantém no topo da Copa Nordeste por três temporadas seguidas, algo que exige continuidade de trabalho e reposição de elenco a cada ano.

O próximo desafio do Central já está definido nos bastidores. O clube tem treinador e reforços acertados, mas só fará os anúncios após o prazo eleitoral interno, segundo informou o próprio Central. A expectativa é de que a montagem do grupo para a próxima temporada seja divulgada depois desse período.

Para quem acompanha a modalidade, o tricampeonato não encerra o ciclo: abre a temporada seguinte com a obrigação de defender a sequência. É onde o trabalho de base e a manutenção do elenco voltam a ser testados. Medalha é a ponta de anos invisíveis, e no vôlei feminino nordestino o Central construiu essa ponta três vezes seguidas.

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
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