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Legado Rio 2016: abandono e escola pública 10 anos depois

De escola pública inédita a lixo e abandono: o legado da Rio 2016 dez anos depois

Na marca de 10 anos da primeira Olimpíada realizada na América Latina, o Rio de Janeiro exibe um legado de extremos. O Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, uma área particular de 150 mil metros quadrados, está tomado por lixo, mato alto e moradores de rua. A poucos metros dali, no Parque Olímpico, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado se consolidou como projeto exemplar no setor da educação. O contraste resume o que os Jogos de 2016 deixaram para a cidade.

O que restou do legado da Rio 2016? Resposta direta

Dez anos depois, o legado da Rio 2016 é um misto de abandono e uso pleno. O Parque dos Atletas, na Barra, virou área degradada. Em contrapartida, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado funciona como escola pública de referência, e o Centro de Treinamento Time Brasil, no Maria Lenk, segue ativo. O Parque Radical de Deodoro mantém o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX, ambos usados pelo alto rendimento.

Parque dos Atletas: o lado negativo do legado

A área particular de 150 mil metros quadrados, localizada na Barra da Tijuca, é hoje um dos pontos negativos do legado olímpico. O cenário descrito na primeira semana de agosto de 2026, quando o ge.globo percorreu as instalações, é de lixo, mato alto e presença de moradores de rua. O abandono contrasta com a função original do espaço, que serviu de alojamento para atletas durante os Jogos.

A situação do Parque dos Atletas ilustra um problema recorrente em grandes eventos: a falta de um plano de uso pós-Olimpíada. Enquanto outras arenas foram adaptadas, essa área particular ficou órfã de manutenção e gestão. O resultado é um espaço degradado, sem qualquer aproveitamento para a população.

Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado: o lado exemplar

No Parque Olímpico, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado é apontado como um dos grandes acertos do legado. A escola pública, instalada em uma arena olímpica, virou referência no setor da educação. O projeto mostra que é possível transformar infraestrutura de alto nível em equipamento social de qualidade.

A escola leva o nome de Isabel Salgado, uma das maiores jogadoras de vôlei do país. A escolha do nome não é casual: a estrutura esportiva foi adaptada para receber alunos em tempo integral, com foco em formação esportiva e acadêmica. O modelo é citado como exemplo de como o legado pode dar certo quando há planejamento e gestão.

Centro de Treinamento Time Brasil e o uso pelo alto rendimento

O Centro de Treinamento Time Brasil, instalado no Maria Lenk, é outra peça do legado que segue em funcionamento. A estrutura, usada por atletas de alto rendimento, mantém a vocação esportiva dos Jogos. O espaço é um dos poucos que preservaram a função original, servindo de base para a preparação de atletas brasileiros.

Ao lado dele, o Parque Radical de Deodoro também permanece ativo. O Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX são utilizados pelo alto rendimento, o que garante uso contínuo e manutenção. Esses equipamentos mostram que, quando há demanda esportiva, o legado se sustenta.

Um Rio de contrastes

A expressão "um Rio de contrastes" resume bem o que se vê dez anos depois. De um lado, o abandono do Parque dos Atletas, com seus 150 mil metros quadrados degradados. De outro, a escola pública que virou modelo e os centros de treinamento que seguem vivos. A diferença entre esses destinos não é acaso: está na gestão e no plano de uso.

O Parque dos Atletas, por ser uma área particular, não recebeu o mesmo tratamento das instalações públicas. A falta de um projeto pós-Jogos deixou o espaço à deriva. Já o Ginásio Educacional Olímpico e os centros de treinamento tiveram destinos definidos, com investimento e propósito. O resultado é um legado que ora envergonha, ora inspira.

O que a Rio 2016 ensina sobre legado olímpico

A experiência do Rio de Janeiro serve de alerta para futuras cidades-sede. A infraestrutura construída para os Jogos só se transforma em legado positivo se houver planejamento de longo prazo. O caso do Parque dos Atletas mostra o custo do abandono: uma área de 150 mil metros quadrados, no coração da Barra, sem uso e sem manutenção.

Em contrapartida, o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado prova que a transformação é possível. A escola pública, instalada em uma arena, atende à comunidade e forma cidadãos. O contraste entre os dois espaços é a lição mais clara da Rio 2016: legado não é construído na cerimônia de abertura, mas na gestão dos anos seguintes.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com o Parque dos Atletas?

O Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, está abandonado. A área particular de 150 mil metros quadrados tem lixo, mato alto e moradores de rua, dez anos após a Rio 2016.

O Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado é uma escola pública?

Sim. O ginásio, localizado no Parque Olímpico, foi transformado em escola pública e é considerado um projeto exemplar no setor da educação.

O que ainda funciona do legado da Rio 2016?

O Centro de Treinamento Time Brasil, no Maria Lenk, e o Parque Radical de Deodoro, com o Estádio de Canoagem Slalom e o Centro de Ciclismo BMX, seguem ativos e usados pelo alto rendimento.

Quando a Rio 2016 completou 10 anos?

A primeira Olimpíada da América Latina completou 10 anos na primeira semana de agosto de 2026, quando o ge.globo publicou o balanço do legado.

Onde fica o Parque dos Atletas?

O Parque dos Atletas fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, próximo ao Parque Olímpico.

Letícia Camargo
Repórter de Futebol Feminino
Gaúcha, cobre futebol feminino com profundidade e combate a cobertura rasa do esporte.
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