Etiene Medeiros ganha ouro nos Sul-Americanos e mira LA 2028
Aos 35 anos, Etiene Medeiros faturou o ouro nos 50m costas dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé com 28s38 e recorde do evento. A prova entrou no programa olímpico e reabriu a rota da nadadora rumo a Los Angeles 2028.
Etiene Medeiros conquistou o ouro nos 50m costas dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé no último domingo, com o tempo de 28s38. A marca quebrou o recorde do evento, superando os 28s50 de Fabiola Molina em Medellín 2010. A inclusão da prova no programa olímpico reabriu o caminho da brasileira rumo a Los Angeles 2028.
A nadadora de 35 anos não vinha disputando torneios de elite nas últimas temporadas, sem anunciar pausa ou aposentadoria. No período, foi mãe e parecia iniciar uma vida fora da natação. Mudou de ideia quando o 50m costas entrou no programa olímpico. É o que separa um retorno pontual de uma terceira participação em Jogos: a prova existe em LA 28, e ela tem tempo para buscar o índice.
Em Santa Fé, a argentina Cecilia Dieleke, de apenas 16 anos, ficou com a prata, seguida pela compatriota Andrea Berrino. O pódio misturou gerações, e Etiene comentou o duelo.
"Estar de volta à Seleção é muito especial", afirmou. "A Andrea Berrino tem bastante trajetória comigo, durante a minha história nos 100m e 50m costas. E, agora, vimos uma argentina pequenininha nadando do meu lado, mas batemos junto. Medalha de ouro para o Brasil. Acho que isso faz a gente acreditar em LA 28. Então, é muito gratificante estar aqui novamente", completou.
O currículo sustenta a ambição. Etiene foi campeã mundial dos 50m costas e vice nas temporadas de 2015 e 2019. A tentativa de disputar os Jogos Olímpicos pela terceira vez conta com a torcida do filho Kaleu. A leitura fria do resultado: 28s38 é o melhor tempo do ano dela, mas o que importa é o índice olímpico, ainda não alcançado.
"Fazer o melhor tempo do ano é sinal que a gente está no caminho certo. Por mais que seja pouquinho, sabemos que isso faz diferença para nossa autoestima, nossa confiança e para seguir no treinamento todo dia", disse a nadadora.
O que falta para o negócio se concretizar é objetivo: confirmar a evolução do tempo em competições de elite e atingir a marca exigida para LA 28. Um ouro continental é fato; a vaga olímpica, ainda não. calendário da natação brasileira