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Flávia Saraiva fatura ouro na trave e no solo no Brasileiro

Flávia Saraiva fatura ouro na trave e no solo no Campeonato Brasileiro

A carioca Flávia Saraiva encerrou o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística com dois ouros no último dia de competição, neste domingo (9), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A ginasta do Flamengo venceu na trave e no solo, com notas que a colocam como forte candidata a medalha no Mundial da modalidade, marcado para outubro, na Holanda. A competição também consagrou Arthur Nory, Caio Souza e Yuri Guimarães nas finais masculinas.

Flávia Saraiva domina a trave e abre a contagem de ouros

Flávia Saraiva começou o domingo (9) com uma exibição de alto nível de dificuldade na trave. Ela cravou a nota mais alta do dia, 13.866, e garantiu o primeiro ouro da sua jornada. A prata ficou com Gabriela Barbosa, do Pinheiros, que somou 13.266, e o bronze com Gabriela Vieira, também do Flamengo, com 13.100.

A performance na trave confirmou a consistência da ginasta, que já havia mostrado regularidade ao longo da temporada. O resultado em Brasília reforça o momento técnico de Flávia, que agora volta as atenções para o ciclo de preparação ao Mundial.

Solo impecável e candidatura ao Mundial

A carioca voltou ao topo do pódio na apresentação do solo. Com nota 13.833, Flávia Saraiva apresentou uma coreografia irretocável, embalada por um mix dos sucessos "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, e "Homem com H", de autoria de Antônio Barros, mais conhecida na interpretação de Ney Matogrosso.

O número chama atenção por um detalhe: na edição do ano passado, a japonesa Sugihara Aiko foi campeã mundial com nota idêntica à obtida hoje por Flavinha. Isso coloca a brasileira em posição competitiva real para brigar por medalha no Mundial de outubro, na Holanda.

A prata no solo ficou com Júlia Coutinho, do Flamengo, que somou 13.266. A ginasta exibiu coreografia ao som de "Maria, Maria", de Milton Nascimento e Fernando Brant, imortalizada na voz de Elis Regina. O bronze foi de Hellen Silva, também do Flamengo, com 13.200, completando um pódio 100% rubro-negro.

Arthur Nory e a disputa acirrada na barra fixa

A final da barra fixa foi uma das mais equilibradas da competição masculina. Arthur Nory e Diogo Paes, ambos do Pinheiros, cravaram a mesma nota, 13.966, e o desempate favoreceu Nory, que ficou com o ouro. O bronze foi de Patrick Correia, também do Pinheiros, com 13.666.

O resultado mostra a força do Pinheiros nas provas masculinas, com três atletas no pódio de um mesmo aparelho. A disputa pelo critério de desempate também evidenciou o nível técnico elevado das finais em Brasília.

Caio Souza sobra nas barras paralelas

Um dia após levar o ouro nas argolas, Caio Souza, do Minas Tênis Clube (MTC), voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, agora nas barras paralelas. Nascido em Volta Redonda (RJ), o ginasta foi campeão com nota 13.966.

A prata ficou com Dreick Goulart, do Grêmio Náutico União, que somou 13.133. O bronze foi de Johnny Oshiro, da Associação de Ginástica Di Thiene de Pais (Agith), com 12.466, um dia após ter sido campeão no cavalo.

O desempenho de Caio Souza confirma a versatilidade do atleta, que soma ouros em aparelhos diferentes na mesma competição, algo que exige adaptação rápida e preparo físico específico.

Yuri Guimarães leva ouro no salto e amplia coleção

Colega de Oshiro no Agith, Yuri Guimarães faturou o segundo ouro no Brasileirão nas finais de aparelhos. O primeiro foi obtido no sábado (8), na final do solo. Neste domingo (9), Yuri foi campeão no salto, com média 14.133.

A prata ficou com João Perdigão, do Pinheiros, e o bronze com Christian Dorneles. O resultado consolida Yuri como um dos nomes mais regulares da competição, com desempenho forte em provas que exigem explosão e precisão.

O que os resultados significam para a temporada

Os resultados do Campeonato Brasileiro chegam em momento estratégico do calendário. Com o Mundial marcado para outubro, na Holanda, as notas obtidas em Brasília servem de termômetro para a seleção brasileira.

No caso de Flávia Saraiva, a nota do solo (13.833) é especialmente relevante, já que iguala o desempenho da campeã mundial do ano passado. Isso não garante medalha, mas coloca a ginasta em patamar competitivo real.

Para os clubes, a competição também teve peso: Flamengo dominou o pódio do solo feminino, enquanto Pinheiros mostrou força nas provas masculinas, com três atletas no pódio da barra fixa. calendário do futebol feminino 2026

Perguntas Frequentes

Quando Flávia Saraiva conquistou os ouros no Brasileiro?

Flávia Saraiva conquistou os ouros na trave e no solo no último dia do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, neste domingo (9), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

Qual foi a nota de Flávia Saraiva na trave?

Flávia Saraiva cravou 13.866 na trave, a nota mais alta da final, que lhe garantiu o ouro no aparelho.

Qual foi a nota de Flávia Saraiva no solo?

No solo, Flávia Saraiva somou 13.833, nota idêntica à que deu o título mundial a Sugihara Aiko no ano passado.

Quem mais foi campeão no Brasileiro de Ginástica Artística?

Além de Flávia Saraiva, foram campeões Arthur Nory (barra fixa), Caio Souza (barras paralelas) e Yuri Guimarães (salto).

Quando será o Mundial de Ginástica Artística?

O Mundial da modalidade está marcado para outubro, na Holanda. Flávia Saraiva é forte candidata a brigar por medalha no evento.

Letícia Camargo
Repórter de Futebol Feminino
Gaúcha, cobre futebol feminino com profundidade e combate a cobertura rasa do esporte.
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