GP da Espanha: siga o 1º treino livre em Madri
O primeiro treino livre do GP da Espanha de Fórmula 1 movimentou o novo circuito Madring, em Madri. Ferrari assumiu a ponta com 1m36s066, Bortoleto ficou em sétimo e pilotos alertaram para o risco de bandeira vermelha.
O primeiro treino livre do GP da Espanha de Fórmula 1 abriu os trabalhos no circuito Madring, em Madri, a 14ª etapa do campeonato. A atividade começou às 8h30 (de Brasília), com uma hora de duração, e teve transmissão em tempo real no ge. O clima em Madri registrou 26ºC, sem risco de chuva durante a sessão.
A Ferrari baixou o tempo de Kimi Antonelli em mais de um segundo e assumiu a liderança com 1m36s066, abrindo 1s228 de vantagem sobre o italiano. Oscar Piastri aparecia em terceiro até aquele momento. Antes, Antonelli havia marcado 1m37s294 para assumir a ponta, com Verstappen, Leclerc e Bortoleto na sequência.
Max Verstappen, da Red Bull, também fechou volta rápida e marcou 1m39s257, assumindo a primeira posição em determinado instante, com Hamilton e Norris no top-3. Gabriel Bortoleto, único piloto na pista com pneus duros, cravou 1m40s695, a 1s4 do tempo de Verstappen, e era o sétimo colocado. A tendência era de mudança constante na tabela de tempos.
A Cadillac chamou Sergio Pérez para os boxes para trocar o volante, e o mexicano seguiu no pit lane. Carlos Sainz, nascido em Madri, escolheu um capacete especial para correr em casa pela primeira vez.
O desafio do Madring
A expectativa entre os pilotos era de dificuldade no Madring. O francês Pierre Gasly, da Alpine, afirmou que bateu em todos os muros durante os treinos no simulador e considerou alta a chance de bandeira vermelha ao longo do fim de semana. O motivo: chicanes, subidas e pontos de freada forte com pouca distância para os muros. Segundo os pilotos, o traçado tem características de circuitos como Mônaco, Baku e Jedá.
O jornalista Rodrigo França analisou os desafios do novo circuito e apontou a capacidade de adaptação como diferencial no primeiro dia de F1 na pista espanhola. A nova casa do GP da Espanha foi entregue em agosto e está localizada em Madri, que não recebia uma corrida de Fórmula 1 desde 1981, no circuito de Jarama. A pista tem 5.416 km de extensão e 22 curvas, com tempo médio de volta na corrida estimado em torno de 1m34s400.
O trecho mais impressionante é a curva 12, batizada de La Monumental. Com 550 metros de extensão e inclinação de 13,5º, fica em frente a uma arquibancada com capacidade para 45 mil pessoas história das sedes do GP da Espanha.
O fim de semana segue com as demais atividades de pista no Madring, e a expectativa é de que a adaptação ao traçado técnico defina o ritmo das equipes.