Guto Miguel perde final do US Open juvenil e fica com vice
Líder do ranking mundial juvenil, o goiano Guto Miguel perdeu a final do US Open para o norte-americano Marcel Latak por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/7 (13-15). A decisão terminou no super tie-break, em Nova York.
O brasileiro Guto Miguel perdeu a final do US Open juvenil neste sábado, em Nova York, ao ser superado pelo norte-americano Marcel Latak por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/7 (13-15). Líder do ranking mundial da categoria, o tenista de 17 anos ficou a um set do título e encerrou a campanha com o vice.
Guto Miguel perdeu a final do US Open juvenil para Marcel Latak por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/7 (13-15). O brasileiro salvou quatro match points no super tie-break e ainda teve um match point próprio, mas o norte-americano resistiu à pressão e fechou o desempate por 15 a 13.
Como a final foi decidida
O primeiro set teve domínio brasileiro. Guto impôs o ritmo, aproveitou as chances de quebra e fechou em 6/3, ficando a um set de mais um Grand Slam juvenil na temporada.
A reação veio do outro lado da quadra. Diante da torcida local, Latak elevou o nível do saque e conseguiu uma quebra decisiva nos momentos finais da segunda parcial, vencendo por 7/5 e levando a decisão ao terceiro set.
O set decisivo manteve o equilíbrio. Os dois trocaram quebras e a definição foi para o super tie-break. Latak abriu vantagem e teve quatro match points. Guto salvou todos, chegou a ter o seu próprio match point e ficou perto da virada. O norte-americano, ainda assim, resistiu e fechou por 15 a 13.
O que a campanha muda para a transição ao profissional
O vice não apaga a temporada. Em 2026, o goiano venceu o título de simples de Roland Garros, tornou-se número 1 do ranking mundial da categoria e ainda ganhou o torneio de duplas de Wimbledon ao lado do esloveno Zga Sesko.
Após a decisão, Guto confirmou que o US Open foi sua despedida do circuito juvenil. O foco passa a ser integralmente a carreira profissional, etapa que já vinha sendo iniciada com participações em torneios Challenger e outras competições do circuito adulto.
Para quem acompanha a transição de juvenis ao profissional, o dado que importa não é o vice em si, mas o calendário. A partir de agora, o ranking que vale é o adulto, e cada ponto passa a custar mais caro. A campanha em Nova York encerra o ciclo juvenil calendário de torneios Challenger com um vice e três conquistas de peso no mesmo ano.
O que falta para o próximo passo é simples de descrever e difícil de executar: somar pontos em Challengers e garantir entrada nos qualifiers de Grand Slams adultos. O vice do US Open juvenil não garante nada disso por si só, mas coloca o nome dele no radar de quem monta chaves.