Isao Harimoto morre aos 86: ídolo do beisebol japonês
A lenda do beisebol japonês Isao Harimoto, que sobreviveu à bomba atômica em Hiroshima, morreu aos 86 anos. A informação foi divulgada pela imprensa nipônica nesta quinta-feira.
Harimoto deixa um recorde que segue de pé: 3.085 rebatidas, marca máxima do beisebol profissional japonês. Nascido no Japão e filho de pais coreanos, ele se aposentou em 1981, após 23 temporadas, e em 1990 foi incluído no Hall da Fama do Beisebol Japonês.
Bastão esquerdo por necessidade, apelido por força
A trajetória no esporte começou com uma limitação. Aos quatro anos, um acidente causou queimaduras e reduziu a mobilidade do braço direito. Foi assim que ele aprendeu a jogar com a mão esquerda.
O ajuste virou marca. A força no bastão rendeu o apelido de "Máquina de Rebatidas". Harimoto passou por vários times, entre eles o Yomiuri Giants, e depois da aposentadoria atuou como comentarista de televisão.
A sobrevivência em Hiroshima
Aos cinco anos, Harimoto escapou da explosão ocorrida em agosto de 1945 graças à mãe, que se colocou à frente dele e da irmã para protegê-los. O episódio antecede toda a carreira que o tornaria um dos nomes mais reconhecidos do beisebol japonês.
O grau de confirmação da notícia é o que a fonte sustenta: a morte foi informada pela imprensa nipônica, sem detalhamento de causa ou local. Não há, até aqui, comunicado oficial de clube, liga ou família citado no material.
Para quem acompanha o esporte japonês, o que fica são os números e a biografia. Um recordista de rebatidas que aprendeu a bater com a mão que sobrou, sobreviveu a uma explosão nuclear na infância e encerrou 23 temporadas como referência. Hall da Fama do Beisebol Japonês
O que falta para a cobertura se completar é o posicionamento oficial das entidades do beisebol japonês e da família, que ainda não aparecem na informação divulgada.