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Isaquias Queiroz supera tcheco e leva ouro no Mundial de Canoagem

ResumoIsaquias Queiroz conquistou a medalha de ouro no C1 500m do Mundial de Canoagem em Poznan, com o tempo de 1min46s08. O atleta brasileiro superou o tcheco Fuksa e o chinês Bowen Ji na prova disputada neste sábado. A vitória marca o desempenho de Queiroz na competição internacional.

Na manhã deste sábado, Isaquias Queiroz venceu o C1 500m e conquistou o ouro no Mundial de Canoagem, em Poznan. Com 1min46s08, superou o tcheco Fuksa e o chinês Bowen Ji.

Juliana Prado
por Juliana Prado · 30 de agosto de 2026
Isaquias Queiroz supera tcheco e leva ouro no Mundial de Canoagem

Na manhã deste sábado, o brasileiro Isaquias Queiroz venceu a prova do C1 500m e conquistou a medalha de ouro no Mundial de Canoagem, realizado em Poznan, na Polônia. O atleta de 32 anos fez 1min46s08 e superou o favorito Martin Fuksa, da República Tcheca, e o chinês Bowen Ji, que ficaram, respectivamente, com a prata e o bronze.

"Estou muito feliz, campeão mundial novamente, quatro vezes campeão do C1 500. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. Não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim: um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim não quer dizer que eu seja ruim", disse Isaquias.

Com a vitória, o baiano conquista sua 15ª medalha em Mundiais, sendo oito ouros, uma prata e seis bronzes. O brasileiro não chegava ao pódio desde 2022.

"A gente se preparou como dava. Sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial", completou.

O campeão olímpico ainda fez uma análise da prova e falou sobre sua explosão na reta final. O atleta também comentou sobre a dificuldade de vencer o tcheco Fuksa em um final de prova bastante acirrado.

"O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada, brigando comigo prova a prova. Foi pegado, tinha muito vento. Ontem, mudei a canoa. Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final. Quase dei uma desequilibrada ainda."

"O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m. Sabemos que, mesmo sem treinar, conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem. (Quinze medalhas em Mundiais) E contando, ainda temos tempo até parar. Começo a ver a parada do Isaquias logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil", disse.

Eu acompanho canoagem de perto há anos e sei o que essa vitória representa. Não é só o ouro: é a volta ao pódio depois de um jejum desde 2022, e a confirmação de que a base segue sólida para Los Angeles. A troca de canoa na véspera, a gestão de ritmo no meio da prova, a explosão final: tudo isso é treino invisível que aparece na hora certa. O próximo capítulo é o C1 1000m, onde ele promete chegar mais forte se a temporada for planejada como merece.

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