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Ketleyn Quadros deixa os tatames para ser mãe: "Minha próxima medalha olímpica"

ResumoKetleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar medalha olímpica individual no judô, anunciou aposentadoria aos 38 anos para realizar o sonho da maternidade. A judoca declarou que a próxima medalha olímpica será a família. Ketleyn encerra carreira vitoriosa com duas medalhas de bronze e o posto de porta-bandeira.

Ketleyn Quadros, primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica individual, anuncia aposentadoria aos 38 anos para realizar o sonho de ser mãe. "Minha próxima medalha olímpica é minha família", diz a judoca, que encerra ciclo vitorioso com dois bronzes e o posto de porta-b

Gustavo Pereira Lacerda
por Gustavo Pereira Lacerda · 22 de julho de 2026
Ketleyn Quadros deixa os tatames para ser mãe: "Minha próxima medalha olímpica"

Ketleyn Quadros deixa os tatames para ser mãe: "Minha próxima medalha olímpica"

Aos 38 anos, a judoca Ketleyn Quadros anunciou a aposentadoria do esporte competitivo para realizar o sonho de ser mãe. "Minha próxima medalha olímpica é minha família", disse ao ge. A atleta, que entrou para a história como a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esporte individual (bronze em Pequim 2008), encerra um ciclo de três décadas nos tatames.

Ketleyn Quadros se aposenta do judô após dois bronzes olímpicos

Ketleyn Quadros acumulou duas medalhas olímpicas de bronze, com 16 anos de diferença entre elas. A primeira veio em Pequim 2008, quando se tornou a primeira mulher brasileira a subir ao pódio em uma modalidade individual. A segunda foi em Paris 2024, também inédita: a primeira medalha por equipes do judô brasileiro em Jogos Olímpicos. Nascida em Ceilândia, no Distrito Federal, ela ainda foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura de Tóquio 2020/2021, a primeira mulher negra a ocupar o posto.

Maternidade é o novo foco: "Minha próxima medalha olímpica"

Ketleyn Quadros afirmou que o desejo de ser mãe sempre existiu. "Sim, eu tenho esse sonho de ser mãe", declarou. Ela estabeleceu a meta de ter filhos antes dos 40 anos e, após voltar de Paris 2024, já realizou o congelamento de óvulos para entender sua parte hormonal. "Não queria passar por essa experiência junto com o judô", explicou. A judoca é casada com Alex Pombo, também judoca e atleta olímpico nos Jogos Rio 2016.

Transição de carreira: gestão e escolinha de judô no futuro

Ketleyn já vinha planejando a transição desde antes de Tóquio 2020/2021, quando fez um curso oferecido pelo COB. Ela integra a comissão de atletas do COB e atua como embaixadora dos Jogos da Juventude. No futuro, não descarta ter uma escolinha de judô ou atuar na base, mas por enquanto não se vê como técnica da seleção, pois isso exigiria o mesmo ritmo de viagens. "A única coisa que sinto falta é estar com as meninas na resenha. Zero saudade da parte competitiva", disse.

Legado e inspiração para mulheres no esporte

Ketleyn Quadros deixa um legado que vai além das medalhas. Ela começou no judô ainda criança, largou a natação e saiu do DF para conquistar o mundo. Em um esporte que só permitiu competição feminina nos Jogos Olímpicos a partir de 1992, ela abriu caminho para outras meninas. "Nos tatames aumentou o número de mulheres. Quando entrei, não sabia nem se mulher podia praticar. O que faltava era acreditar e ter investimento", afirmou. A mãe, Rosimeire, e a avó, Marilda, foram pilares, assim como o marido Alex Pombo, que a incentivou a continuar após Tóquio.

Perguntas Frequentes

Ketleyn Quadros se aposentou do judô?

Sim, aos 38 anos, ela anunciou o fim do ciclo competitivo após três décadas dedicadas ao esporte.

Quantas medalhas olímpicas Ketleyn Quadros tem?

Ela tem duas medalhas de bronze: uma individual em Pequim 2008 e uma por equipes em Paris 2024.

Ketleyn Quadros vai ser mãe?

Sim, ela declarou que o próximo sonho é construir uma família e já congelou óvulos para planejar a maternidade.

Quem é o marido de Ketleyn Quadros?

Ela é casada com Alex Pombo, também judoca e atleta olímpico nos Jogos Rio 2016.

Ketleyn Quadros foi porta-bandeira do Brasil?

Sim, ela foi a primeira mulher negra a ser porta-bandeira do Brasil, na cerimônia de abertura de Tóquio 2020/2021.

O que Ketleyn Quadros vai fazer depois da aposentadoria?

Ela pretende atuar na gestão esportiva, como membro da comissão de atletas do COB, e não descarta ter uma escolinha de judô no futuro.

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