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Nadadora amazonense Luisa Marillac fatura 7 ouros e celebra retorno

A nadadora amazonense Luisa Marillac Rocha Martins, de 26 anos, voltou ao alto rendimento em grande estilo. Entre os dias 4 e 6 de setembro, ela disputou o Meeting Internacional das Fronteiras Norte de Natação 2026, na piscina olímpica do Parque Anauá, o Totozão, em Boa Vista, Roraima, e saiu com sete provas, sete medalhas de ouro e o troféu individual. O evento integra o calendário oficial da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

A competição marcou o retorno de Luisa Marillac ao cenário competitivo representando o Nacional-AM. Além dos ouros individuais, ela integrou o revezamento misto que estabeleceu um novo recorde nos 4x50 metros livre. Nos 50 metros borboleta, ficou a apenas sete centésimos da melhor marca da prova.

Aos 19 anos, Luisa encerrou a primeira passagem pela natação competitiva para concluir a formação no Ensino Superior. De brincadeira, costumava dizer que estava "aposentada". Sete anos depois, em 2026, decidiu voltar aos treinos. O primeiro teste foi a Copa Amazonas Absoluto, disputada em 1º e 2 de agosto, em Manaus. Pouco mais de um mês depois, veio a consagração em Boa Vista.

Na nova fase, a nadadora defende o Nacional, clube tradicional do futebol amazonense conhecido como Leão da Vila Municipal. O reencontro com o alto rendimento também trouxe de volta o técnico André Dantas, que participou de conquistas importantes da carreira dela na década passada. Em Boa Vista, Luisa exerceu dupla função: além de competir, atuou como enfermeira responsável pela assistência de saúde da delegação.

A trajetória de Luisa começou cedo. Ela treina desde os três anos e compete desde os nove. Em 2012, foi revelação dos Jogos Escolares do Amazonas nos 100 metros costas. Três anos depois, estabeleceu o recorde amazonense dos 50 metros borboleta, com 30 segundos e 42 centésimos. Também venceu a Copa Pacífico, o Troféu Leônidas Marques e chegou a finais de campeonatos brasileiros. O desempenho foi registrado pela Prefeitura de Manaus. Luisa ainda representou o Amazonas no triatlo e disputou o Mundial da modalidade em Chicago.

Em 2018, recebeu três troféus no Mérito Aquático Waldir de Oliveira, premiação da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos. No ano seguinte, venceu os 50m livre, 100m livre e 100m borboleta na Copa Amazonas Absoluto, foi prata nos 200m medley, estabeleceu recorde nos 50m livre e conquistou o Troféu de Melhor Índice Técnico, somando oito medalhas.

Durante o período longe das piscinas, Luisa concluiu a graduação em Enfermagem, especializou-se em Saúde Ortomolecular e Harmonização Corporal e construiu carreira como profissional de saúde e empreendedora. Agora, divide a rotina entre atendimentos em clínica, gestão dos negócios e treinos de alto rendimento. O desempenho em Boa Vista mostra que a volta não foi só para matar a saudade: sete anos depois, a campeã retomou a carreira vencendo, quebrando recorde e recolocando o nome entre os destaques da natação da Região Norte.

Vinícius Portela
Repórter de Vôlei e Esportes de Quadra
Cearense, cobre vôlei e esportes de quadra com a tradição de uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil.
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