Ceará 16 jogos sem perder para o Fortaleza: entenda
O Ceará igualou a maior sequência de invencibilidade do Clássico-Rei ao empatar com o Fortaleza pela Série B. Entenda por que a contagem de 16 jogos gera debate por causa da Taça Fares Lopes.
O Ceará celebrou o 16º jogo sem perder para o Fortaleza ao empatar o último Clássico-Rei, realizado em 13 de setembro, pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Alvinegro igualou a maior sequência de invencibilidade da história do duelo, marca que pertencia somente ao Fortaleza.
A pergunta que circula entre torcedores é direta: o Ceará está mesmo há 16 jogos sem perder para o Fortaleza? A resposta depende de qual recorte se adota. Na contagem que considera apenas partidas de competições profissionais de série nacional, sim. O ponto de discórdia é outro: uma vitória do Tricolor sobre o Alvinegro no dia 24 de novembro de 2024, pela 4ª rodada da primeira fase da Taça Fares Lopes, competição profissional da Federação Cearense de Futebol (FCF).
Naquela ocasião, o Fortaleza venceu por 3 a 1. Kauê Canela, Amorim e Gabriel Silva (contra) marcaram para o Leão, enquanto Léo Rafael descontou para o Vovô. Se esse jogo entrasse na conta, a sequência do Ceará seria interrompida ali, e o número de 16 jogos não se sustentaria.
O ge visitou os arquivos para explicar toda a contagem desse tabu. A discussão, portanto, não é sobre o placar do último Clássico-Rei nem sobre o empate em si, mas sobre quais partidas entram no critério de invencibilidade. A Taça Fares Lopes, por ser uma competição da FCF, costuma ficar de fora das estatísticas que consideram apenas torneios nacionais.
O que está confirmado: o empate pela 28ª rodada da Série B, em 13 de setembro, levou o Ceará ao 16º jogo sem perder para o Fortaleza, igualando a maior sequência da história do confronto. O que segue em debate é se a derrota de 2024 pela Fares Lopes deveria ou não quebrar esse tabu. Para o torcedor que acompanha o Clássico-Rei de perto, a diferença entre os dois recortes muda o tamanho da marca.
O que falta para o debate se encerrar é um critério único e público sobre a inclusão de competições estaduais nas estatísticas de invencibilidade. Enquanto isso, a marca de 16 jogos segue celebrada pelo lado alvinegro e questionada pelo lado tricolor, cada um com seu recorte.