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Decisiva, goleira Yanne divide protagonismo no Bahia

ResumoA goleira Yanne, do Bahia, foi decisiva nas quartas de final do Brasileirão Feminino ao defender pênalti de Bia Zaneratto no primeiro jogo e parar Tainá Maranhão na partida de volta. Aos 23 anos, Yanne rejeita o rótulo de heroína e prefere dividir o protagonismo com o restante da equipe baiana.

A goleira Yanne foi decisiva nas quartas de final do Brasileirão Feminino: defendeu pênalti de Bia Zaneratto no primeiro jogo e parou Tainá Maranhão na volta. Mesmo assim, aos 23 anos, rejeita o rótulo de heroína e divide o protagonismo no Bahia.

Vinícius Portela
por Vinícius Portela · 15 de setembro de 2026
Decisiva, goleira Yanne divide protagonismo no Bahia

A goleira Yanne foi um dos grandes destaques das quartas de final do Brasileirão Feminino e teve papel direto na classificação histórica do Bahia para a semifinal. No primeiro jogo contra o Palmeiras, defendeu o pênalti cobrado por Bia Zaneratto. Na partida de volta, voltou a ser decisiva ao parar a cobrança de Tainá Maranhão na disputa por pênaltis. As atuações levaram as Mulheres de Aço a uma vaga inédita na semifinal da competição.

O desempenho não veio do nada. Na primeira fase, Yanne terminou na liderança do ranking de defesas, com 45, e também no topo da lista de defesas difíceis, com 14. Nas duas partidas das quartas, manteve o alto nível e acumulou outras seis defesas difíceis, além das duas cobranças de pênalti defendidas. tabela do Campeonato Brasileiro Feminino

Uma goleira que recusa o rótulo de heroína

Apesar do desempenho individual, Yanne evita assumir para si o protagonismo e rejeita o rótulo de heroína. Aos 23 anos, a goleira faz questão de dividir o mérito com o grupo. A postura diz muito sobre o sistema de jogo do Bahia: a equipe defende em bloco, com marcação alta e proteção da segunda linha, o que valoriza a leitura de jogo da goleira sem transformá-la em salvadora solitária.

Para quem acompanha a Superliga e o Brasileirão Feminino, a diferença aparece nos detalhes. Defesa difícil não é só reflexo: é posicionamento, leitura de trajetória e antecipação do bloqueio duplo à frente. Yanne combina isso com a frieza nas penalidades, algo que o Bahia explorou nos dois jogos contra o Palmeiras.

O que muda para o Bahia na semifinal

A vaga inédita coloca as Mulheres de Aço entre as quatro melhores do país e muda o patamar de cobrança. O próximo confronto decisivo da rodada define o adversário, e a tendência é que o time siga apoiado no equilíbrio entre a segurança defensiva e a construção desde a goleira. O Brasil é potência na quadra, não só no campo, e o Bahia prova isso ponto a ponto.

Com Yanne em alta e o grupo comprando a ideia de que ninguém é protagonista sozinho, o Bahia chega à semifinal com um trunfo concreto: a melhor goleira da primeira fase em defesas e em defesas difíceis, agora também decisiva nos pênaltis. O próximo desafio dirá se o time mantém o nível.

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