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Thiago Scuro explica polêmicas do Monaco na janela

O último dia da janela de transferências costuma ser uma loucura, e o Monaco viveu isso na pele. O clube do Principado precisava vender ao menos um jogador para equilibrar as finanças, mas não fechou nenhum acordo, apesar das propostas por Falorin Balogun e Lamine Camara. Quem conta os bastidores é o CEO Thiago Scuro, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2).

A necessidade de venda era clara: reduzir a folha salarial, exigência da Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG), órgão que fiscaliza as finanças do futebol francês. O Chelsea, que precisava de um substituto para Enzo Fernández após acordo com o Manchester City, chegou a insistir por Camara. Já o Everton, que tentava Gabriel Jesus e Richarlison, queria Balogun. As tratativas avançaram, mas o desfecho foi inesperado.

Segundo Scuro, o plano seguia bem até às 16h (horário local). O Monaco tinha acordo com o Everton para vender Balogun por 40 milhões de libras (cerca de R$ 277,2 milhões), e o atacante viajou a Liverpool para exames. Às 19h, porém, os Toffees levantaram dúvidas sobre a condição física do jogador. O diretor brasileiro e a equipe médica particular de Balogun consideraram as questões "insuficientes para justificar preocupações".

Para se resguardar de uma possível desistência, o Monaco aceitou liberar Camara ao Chelsea, num pacote de 55 milhões de euros (cerca de R$ 325,6 milhões). Mas, às 22h, o Everton voltou atrás, dizendo que não havia motivos para preocupação. Scuro então desfez o acordo com o Chelsea. Minutos antes do fechamento, Balogun decidiu não assinar, por não se sentir "bem" com a forma como foi tratado.

Scuro reforçou que o clube está "muito, muito feliz" com a permanência de Camara, que deve seguir com o técnico Filipe Luís. Já Balogun segue no Monaco, mas o dirigente admite buscar solução em outros mercados, sem fechar portas para uma sequência. A decisão final, diz ele, cabe ao atacante. mercado da bola

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
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