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Ancelotti na seleção: band-aid não basta, diz Tim Vickery

ResumoCarlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, recebeu alerta do jornalista Tim Vickery sobre a necessidade de reforma estrutural no meio-campo, não apenas ajustes superficiais. A análise de Vickery aponta diagnóstico claro de deficiências táticas, mas questiona se o treinador possui soluções eficazes para o elenco atual. A seleção enfrenta desafios que exigem cirurgia profunda, não remendos temporários.

Carlo Ancelotti acerta o tom desde a volta ao Brasil, mas Tim Vickery alerta: a seleção precisa de cirurgia, não de band-aid. O diagnóstico do meio-campo é claro, falta saber se o técnico tem o remédio certo.

Vinícius Portela
por Vinícius Portela · 31 de julho de 2026
Ancelotti na seleção: band-aid não basta, diz Tim Vickery

Tim Vickery: Um band-aid não basta. O dilema de Ancelotti no comando da seleção brasileira

A seleção brasileira vive um momento de definição sob o comando de Carlo Ancelotti. Para o colunista Tim Vickery, o técnico acertou no diagnóstico, mas o tamanho do desafio exige mais do que ajustes pontuais.

O diagnóstico de Ancelotti: o Brasil tem jogadores de velocidade para transições rápidas, mas carece de meio-campistas capazes de ditar o ritmo da partida. Essa é a leitura que explica a aposta em Casemiro, que, junto com Neymar e Danilo, agora faz parte do passado.

A autocrítica sobre a derrota para a Noruega

Ancelotti vem acertando o tom desde a volta ao Brasil. Até colou sua opção de ir para o Canadá depois da eliminação na Copa do Mundo, citando a necessidade de refletir num ambiente familiar.

Mais importante: ele fala com autocrítica sobre a derrota para a Noruega. Mesmo com menos posse de bola, a equipe estava confortável no jogo até ele perder o controle com uma substituição mal feita. E faz isso sem culpar os jogadores envolvidos.

O declínio do meio-campo: uma obsessão de 30 anos

Vickery confessa que o declínio do meio-campo brasileiro é uma obsessão pessoal há quase 30 anos. Ele lembra de 1982, quando corria para casa empolgado para ver os shows do futebol arte. A eliminação do time de Telê Santana pareceu um erro da natureza.

O momento exato em que percebeu o tamanho do problema foi a Copa Ouro de 1998, com a seleção de Zagallo. O Brasil empatou com a Guatemala. Os jogadores brasileiros eram melhores, mas os guatemaltecos preservavam triangulações e viradas de jogo no meio-campo que não se via mais no verde-amarelo.

A escola que desconfiava da posse de bola

Vickery entendeu que a escola brasileira foi dominada por uma turma que desconfiava da posse de bola, achando que ela não prestava mais por causa da evolução física do jogo. O objetivo virou fechar o meio para lançar ataques rápidos pelos lados.

No futebol, a ideia vem em primeiro lugar. E o país de Didi e Gérson se tornou deficiente em produzir meio-campistas desse tipo. Isso explica a dificuldade de reagir à revolução de Guardiola em 2009, mais de 15 anos atrás.

Ancelotti: entre o band-aid e a cirurgia

Agora, Ancelotti chegou a um diagnóstico e anunciou carinho especial para a formação de novos meio-campistas. Vickery lembra que o técnico foi um bom meio-campista, e que a Itália teria mais chances em 1990 se ele não tivesse se machucado cedo.

Mas como técnico, Ancelotti se encontra em situação diferente. Ele sempre se destacou adaptando planos aos recursos disponíveis, daí a partida contra a Noruega com pouca posse de bola.

Comparado a um médico, Ancelotti seria o cara de jaleco branco que chega com um band-aid muito bem colocado. Só que agora é um projeto de longo prazo, com uma Copa América daqui a dois anos como ensaio para a próxima Copa. Um band-aid não é suficiente. Precisa de uma cirurgia extensa. E não se sabe se o doutor Carleto tem isso na maleta.

O que esperar do futuro da seleção

A próxima Copa América servirá como teste real para as ideias de Ancelotti. A formação de novos meio-campistas será observada de perto, e a capacidade de adaptação do técnico será colocada à prova.

Para o torcedor, a mensagem é de cautela com otimismo. O diagnóstico está certo, mas a execução é que definirá o legado. análise tática da seleção brasileira

Perguntas Frequentes

Por que Tim Vickery compara Ancelotti a um médico com band-aid?

Porque Ancelotti é bom em adaptar planos imediatos, mas o Brasil precisa de um projeto de longo prazo para reconstruir o meio-campo, algo que exige cirurgia, não ajustes pontuais.

Qual é o principal problema do meio-campo brasileiro, segundo Vickery?

O Brasil tem excelentes jogadores de velocidade para transições, mas falta quem dite o ritmo da partida, um tipo de atleta que o país parou de produzir.

Quando começou o declínio do meio-campo brasileiro?

Vickery aponta a Copa Ouro de 1998, com o empate contra a Guatemala, como o momento em que percebeu o problema, que se agravou com a revolução de Guardiola em 2009.

Ancelotti reconhece o problema da seleção?

Sim, ele diagnosticou a falta de meio-campistas que ditam ritmo e anunciou atenção especial à formação de novos jogadores para a posição.

O que a Copa América de 2026 representa para Ancelotti?

Será um ensaio para a próxima Copa do Mundo, uma chance de testar o projeto de longo prazo antes do torneio principal.

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