Esporte Notícia 🔍
Esporte Notícia
Editorias
Institucional
Olimpicos

Luz e Matos: como viraram a chave para feito inédito

Rafael Matos e Orlando Luz vivem o melhor momento da carreira. Em agosto, os gaúchos se tornaram a primeira dupla 100% brasileira a conquistar um Masters 1000, em Montreal. Na semana seguinte, repetiram o feito em Cincinnati e chegam ao Aberto dos Estados Unidos embalados para o último Grand Slam da temporada.

A sequência de títulos, porém, veio depois de um período complicado. Amigos desde os 12 anos e parceiros desde o início da temporada, os dois passaram por seis derrotas consecutivas entre abril e junho. Não venceram nenhuma partida na gira europeia, incluindo Masters 1000 e Roland Garros. "No fim, foi um desastre", relembrou Matos.

Apesar dos resultados, a dupla manteve a parceria e a confiança no trabalho. "A gente seguiu fazendo o trabalho que a gente acredita. A rotina, o dia a dia nos treinos", explicou Matos. Luz reforçou: "Em nenhum momento, a gente se estressou de verdade. A gente sabia que estava fazendo o trabalho corretamente e que uma hora ia chegar às vitórias".

A reação veio no piso rápido, superfície na qual não esperavam os maiores resultados. "Eu acreditava que a gente poderia ganhar um Masters 1000, mas não na quadra rápida. Pensava que seria no saibro", contou Matos. Luz admitiu: "Eu nunca tinha jogado um Masters 1000, então era impossível pensar em ganhar um, dois, e principalmente na rápida".

Agora, como sexta melhor dupla do mundo, chegam ao Aberto dos Estados Unidos com outro status. "Os tenistas do top 5 nos parabenizaram. Esse respeito coloca a gente no mesmo patamar dessas duplas", concluiu Luz.

A dupla busca agora o primeiro Grand Slam da carreira, feito inédito para o tênis brasileiro na era aberta. como funciona a chave de um Grand Slam

Juliana Prado
Repórter de Esportes Olímpicos
Mineira, cobre modalidades olímpicas e dá luz a atletas que só aparecem de quatro em quatro anos.
Ver todos os artigos →